Com metalúrgicos, João Campos promete duplicar escolas técnicas e critica fechamento de indústrias
Em encontro com sindicato, candidato assinou carta-compromisso e se comprometeu com ampliação da participação dos trabalhadores na formulação da política industrial
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, na manhã desta sexta-feira (18), de um encontro com representantes do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (SindMetal-PE) no bairro de Santo Amaro, região central do Recife.
Em discurso para os presentes, o líder da Frente Popular de Pernambuco criticou a gestão atual da governadora Raquel Lyra (PSD) e se comprometeu a dobrar o número de unidades de ensino técnico no estado. Atualmente, Pernambuco conta com 58 Escolas Técnicas Estaduais (ETEs).
“Como é que a gente vai falar de qualificação profissional se Pernambuco não fez uma escola técnica? Por isso eu tenho um compromisso, e vocês vão fazer isso junto com a gente. Nós vamos dobrar a nossa rede de escolas técnicas. E essa rede será construída em cada região, discutindo as vocações de cada lugar”, disse.
O investimento em qualificação profissional foi um dos pontos abordados na carta-compromisso assinada pelo socialista. O documento redigido pelo sindicato também cobrou o fortalecimento do polo naval de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, a consolidação do polo automotivo de Goiana e da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, e a criação de uma interface de diálogo entre o poder público, as empresas e os trabalhadores.
Na fala sobre o setor industrial, João resgatou o período dos governos estaduais de Eduardo Campos e as parcerias com o Governo Federal, à época sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, para a implementação de indústrias de grande porte. O candidato voltou a criticar a gestão de Raquel em relação ao fechamento recente de empresas do setor.
“Qual é a grande indústria que veio para Pernambuco neste atual governo? Nenhuma. Não tem nenhuma grande indústria. Agora, fechou. No Cabo mesmo foram quatro que fecharam. A Gerdau anunciou que vai fechar. Então, o que você tem é fechamento de indústria”, declarou. Segundo João, o papel de um governador não é estar diagnosticando e comentando os problemas, o que seria responsabilidade da população, mas atuar como um “resolvedor”.
O candidato ainda se comprometeu com a criação de mecanismos de participação dos trabalhadores na formulação de políticas para o setor. “Eu vou cobrar as empresas para que elas façam por Pernambuco. E, para isso, vamos criar mecanismos de escuta, os conselhos funcionando, os mecanismos tripartites, como foi dito aqui, e fazer com que os empreendimentos tenham mão de obra local”, disse.