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Política
Sabatina

João Campos propõe comitê de desburocratização para simplificar relação de empresas com o Estado

Candidato defendeu ainda que o cidadão esteja no centro das decisões e que o Estado atue a partir de uma lógica empreendedora

Amauri Lins

Publicado: 16/09/2026 às 16:24

João Campos em sabatina promovida pela Fecomércio-PE/Foto: Reprodução

João Campos em sabatina promovida pela Fecomércio-PE (Foto: Reprodução)

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) defende, nesta quarta-feira (16), a criação de um órgão permanente para tratar das questões burocráticas na relação entre as empresas e a gestão pública estadual.

Em sabatina promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), o ex-prefeito do Recife propôs a criação a nível estadual de um comitê de desburocratização equivalente ao existente em sua gestão municipal.

“Não adianta ter uma ação hoje e não fazer outra, tem que ser uma agenda permanente, que era como eu fazia na prefeitura. Um comitê de desburocratização criado e que, pelo menos a cada seis meses, tem que apresentar um conjunto de medidas a serem implementadas. Nunca essa agenda vai estar encerrada. Você termina de fazer uma coisa e surge algo diferente, algo mais moderno”, afirmou.

O socialista citou alguns exemplos adotados no período em que estava à frente da gestão da capital pernambucana. “Peguei a Prefeitura do Recife como uma das penúltimas cidades em facilidade de abertura de negócios, estava entre as 20 posições do Brasil, e a gente deixou no top 3 entre os mais rápidos e simples de abrir negócio. Unificando sistemas, criando licenciamento unificado, desburocratizando licenciamento prévio de atividades de baixo risco”, disse.

Na visão de João, a gestão atual não vem assumindo o papel de mediador na desburocratização. O candidato defendeu ainda o “cidadão centrismo”, que seria uma perspectiva voltada a atender os interesses do cidadão, não apenas as demandas burocráticas da gestão pública. “Colocar o usuário, o cidadão no centro da decisão”, disse.

Estado empreendedor

Em outro momento da entrevista, João Campos defendeu a adoção da perspectiva do empreendedorismo nas tomadas de decisão do Estado. “Unificar, simplificar, gastar a maior parte da energia funcional do Estado para os empreendimentos de alta complexidade e ter uma lógica empreendedora do Estado, que faça a economia crescer e a gente gerar oportunidade para as pessoas”, afirmou.

João utilizou o exemplo do programa municipal Recentro para defender a atuação integrada e simplificada. “A gente cria uma instância que junta as leis, que junta as decisões, que pega na mão do empreendedor para conseguir dar entrada no processo, para explicar, para revisar. A própria lei do Resentro é um exemplo disso. A gente fez a lei, a primeira, os decretos, pronto. Com seis meses a gente já viu adequações que precisavam”, disse.

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