Campanhas de Raquel e Marília lideram entre as mais caras para cargos majoritários em Pernambuco
Após quase um mês de campanha eleitoral, de acordo com as declarações prestadas até o último domingo (13) à Justiça Eleitoral, as candidatas ao governo e Senado têm os maiores recursos
As campanhas de Raquel Lyra (PSD) e Marília Arraes (PDT), que concorrem, respectivamente, ao governo de Pernambuco e ao Senado, figuram como as mais caras para cargos majoritários, após quase um mês de campanha eleitoral, de acordo com as declarações prestadas até o último domingo (13) à Justiça Eleitoral.
A governadora e candidata à reeleição tem à disposição R$ 11,9 milhões. Desse total, R$ 11,6 milhões vêm do Fundo Especial, recurso público destinado ao financiamento das campanhas eleitorais, R$ 100 mil do Fundo Partidário e R$ 70 mil provenientes de doações. Ao todo, a candidata da Coligação Pernambuco de Coração possui 7,6 milhões de despesas, sendo cerca de R$ 3,6 milhões já pagas.
Enquanto a postulante ao Senado, Marília Arraes, acumula o montante de R$ 4,05 milhões de recursos recebidos, sendo a maior parte do Fundo Especial; R$ 4 milhões, R$ 40 mil provenientes de doação e R$ 12 mil correspondem ao Fundo Partidário. A ex-deputada possui despesas no valor de R$ 2,6 milhões. Desse total, R$ 1,8 milhão já foi pago.
Concentração de despesas
A maioria dessas despesas da candidata à reeleição está concentrada em serviços prestados por terceiros, que representam 59,62%, ou seja, R$ 4,5 milhões, dos gastos contratados pela campanha. Em seguida estão a produção de jingles, vinhetas e slogans, R$ 1 milhão; publicidade em material impresso, R$ 603 mil; e serviços advocatícios, R$ 340.
Marília Arraes concentra a maior parte das despesas, R$ 1,5 milhão, em produção de programas de rádio, televisão ou produção de vídeo, seguido por: impulsionamento de conteúdos, R$ 239,9 mil; pesquisas eleitorais, R$ 200 mil; publicidade em materiais impressos, R$ 154,3 mil; e serviços prestados por terceiros, R$ 152,6 mil.
De onde vem o dinheiro?
No ranking de doadores da campanha de Raquel Lyra, o diretório nacional do PSD aparece no topo, com R$ 11,6 milhões de recursos destinados à candidatura da governadora de Pernambuco. A direção estadual da legenda aparece logo em seguida, com R$ 190 mil, seguida por dois doadores, entre eles Gustavo Krause, pai da vice-governadora, Priscila Krause (PSD), que destinou R$ 20 mil para a campanha.
Dos recursos destinados à candidatura de Marília Arraes, a maioria é proveniente da direção nacional do PDT, R$ 4 milhões. O suplente da ex-parlamentar, Abel Neto (PSB), destinou R$ 40 mil para a campanha; o diretório do PDT em Pernambuco direcionou R$ 12 mil para a postulante à Casa Alta.
Demais candidaturas ao governo
Segundo a Justiça Eleitoral, João Campos (PSB) tem cerca de R$ 4,9 milhões disponíveis para campanha, sendo a maioria, R$ 4,5 milhões, oriunda do Fundo Especial; e R$ 180 mil do Fundo Eleitoral. Ao todo, o candidato acumula um total de despesas de R$ 4,5 milhões, sendo R$ 3,5 milhões já quitados.
O ex-prefeito do Recife concentra os gastos na produção de vídeo, impulsionamento de conteúdos, publicidade por materiais impressos e adesivos. Os principais doadores da campanha são, o diretório nacional do PSB, do qual ele é presidente, R$ 3,5 milhões; direção nacional do Republicanos, partido do candidato a vice-governador, Carlos Costa, R$ 1 milhão; e PSB de Pernambuco, R$ 401 mil.
Já Ivan Moraes (PSOL) recebeu R$ 660 mil. Desse total, R$ 650 mil vêm do Fundo Especial; e cerca de R$ 10 mil por meio de doação. Ao todo, a campanha do pessolista acumula gastos de F$ 453,2, sendo R$ 89,1 já pagos. A maior parte das despesas está concentrada nos serviços prestados por terceiros, produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, serviços advocatícios e serviços contábeis. Entre os principais doadores de campanha estão o diretório nacional do PSOL, R$ 450 mil, seguido da direção nacional da Rede, R$ 200 mil, e R$ 454 de financiamento coletivo.
Renan Hallais (Missão) tem disponível R$ 102 mil e despesas totais de mais de R$ 94 mil, todas pagas, segundo dados disponíveis no TSE. A maior parte dos recursos de campanha são originários do Fundo Especial e doação de campanha. Entre os principais gastos estão: despesas com pessoal, R$ 45,2 mil; adesivos, R$ 36,3; e serviços prestados por terceiros, R$ 13 mil.
A direção nacional do Missão aparece como responsável por mais de 98% dos recursos de campanha de Hallais, R$ 100 mil, seguido pelo financiamento coletivo, R$ 2 mil até o momento.
A campanha da Professora Camila Falcão (UP) possui R$ 6,9 mil à disposição. Contudo, a candidata acumula R$ 9,1 mil em despesas, nenhuma paga. Todos os gastos se concentram na publicidade por material impresso. Os recursos de campanha, em sua maioria, são oriundos do diretório estadual da UP, R$ 5,6 mil, e R$ 1.060 de doações de terceiros.
Guilherme Fonseca (PSTU) tem R$ 25,5 mil para a campanha, integralmente provenientes do Fundo Especial. Ao todo, o candidato soma R$ 20 mil em despesas eleitorais, nenhuma ainda paga. Os gastos de campanha de Fonseca são concentrados em serviços prestados por terceiros, serviços advocatícios e contábeis. O único doador apontado pelo candidato é a direção nacional do PSTU.
Os candidatos Professor Jeremias do Banco (Democrata) e Victor Assis (PCO) declararam que não possuem recursos para campanha e gastos. Em Pernambuco, os postulantes ao governo do estado têm um limite de gastos fixado em R$ 11,5 milhões, com acréscimo de R$ 5,7 milhões em um eventual segundo turno.
Postulantes ao Senado
O estado de Pernambuco possui 12 candidatos ao Senado. Após Marília Arraes, Túlio Gadêlha (PSD) apresenta o maior quantitativo de recursos para campanha, R$ 3,9 milhões. Desse total, R$ 3,1 milhões já foram gastos. O montante vem integralmente do Fundo Especial, sendo R$ 3,5 milhões do diretório nacional do PSD e pouco mais de R$ 477 mil do Avante.
Confira os demais postulantes:
- Eduardo da Fonte (PP) - R$ 3,4 milhões;
- Mendonça Filho (PL) - R$ 3,3 milhões;
- Humberto Costa (PT) - R$ 2,2 milhões;
- Carlos Sant'anna (Novo) - R$ 843 mil;
- Mariano Macedo (PSTU) - 15,7 mil;
- Paulo Rubem Santiago (Rede) - R$ 11 mil;
- Samuel Timoteo (UP) - 4.800 mil
- Gorett Bitu (UP) - R$ 4.140 mil;
- Pastor Gilvan Costa (Democrata) - R$ 3 mil;
- Mailson da Silva Neto (PCO) - não possui recurso para campanha.
Segundo a Justiça Eleitoral, os candidatos ao Senado em Pernambuco têm um limite de gastos fixado em R$ 4,4 milhões.