João Campos comenta acusação de "fura-fila": "A Justiça vai decidir"
Durante sabatina o candidato também comentou sobre uma crítica recorrente de adversários, relativa à utilização de aditivos nas obras ocorridas no período em que estava à frente da gestão municipal
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) comentou, nesta segunda-feira (14), sobre a polêmica envolvendo a nomeação de um candidato no concurso para a Procuradoria-Geral do Recife realizado em dezembro do ano passado. Na ocasião, um participante da ampla concorrência teria sido aprovado na lista para pessoas com deficiência com um recurso apresentado após a prova. Em sabatina promovida pela TV Globo, o socialista alegou não haver irregularidades e que os trâmites transcorreram da forma devida, sem qualquer tipo de favorecimento.
“A pessoa que supostamente tinha sido prejudicada trabalha desde o primeiro dia. É uma disputa entre duas pessoas com deficiência: uma pessoa com deficiência física e outra pessoa com deficiência intelectual. O recurso administrativo foi apresentado, como centenas que são apresentados na rotina da prefeitura. Eu nomeei mais de 12 mil pessoas, enquanto prefeito do Recife, com concurso público”, disse.
João alegou que o embate segue transcorrendo na esfera judicial. “A disputa administrativa se encerrou e hoje acontece na Justiça. A Justiça vai decidir. Isso é uma rotina, são centenas de processos administrativos e, repito: nunca, nenhum filho de juiz trabalhou na Procuradoria do Recife”, afirmou. Sobre a solicitação de inserção nas vagas de cotas feita pelo candidato posteriormente ao prazo estabelecido, Campos afirmou que as autoridades devem decidir sobre a validade.
“O candidato que tem deficiência intelectual apresentou um laudo feito pela Justiça Federal, pelo Tribunal Regional do Trabalho, apresentando esta condição e requerendo o direito dele. Naquele momento foi feito um diagnóstico, havia sido depois da inscrição, mas a condição de ter TEA [Transtorno do Espectro Autista] era anterior. Isso é um procedimento administrativo, mas, como eu disse, ele foi revisto e a disputa agora se dá no ambiente da Justiça, como deve se dar”, argumentou. “No mercado [de São José], então, claro, a gente tem que respeitar a regra, inclusive para a preservação do patrimônio”, completou.
Aditivos em obras municipais
Durante a entrevista, o candidato também comentou sobre uma crítica recorrente de adversários, relativa à utilização de aditivos nas obras ocorridas no período em que estava à frente da gestão municipal. Para João, o incremento no orçamento inicial planejado está dentro da legalidade e se sujeita às intercorrências surgidas no andamento das construções. O candidato utilizou como exemplo as obras da orla de Boa Viagem e a reforma do Mercado de São José.
“Essas duas obras que você está citando, elas seguem estritamente a legislação brasileira. Aditivos são permitidos duas formas: aditivo de valor e aditivo de prazo. Tudo tem uma regra que disciplina isso, no caso da obra de Boa VIagem, eu poderia ter escolhido o caminho mais fácil, que é ter feito algo que, em 100 anos, nunca teve saneamento da orla, porque nunca teve coleta de esgoto, nunca teve abastecimento de água, nunca teve gás encanado, eletricidade, enfim, telecomunicações, e nós construímos esse caminho, disse.