Raquel Lyra rebate acusação de gabinete do ódio contra João Campos: "Eu quero ver prova"
Candidata à reeleição, a governadora afirmou que está tomando meios jurídicos após reportagem
A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou, durante sabatina no Diario de Pernambuco, nesta quarta-feira (26), que está tomando medidas jurídicas após reportagem da TV Record trazer que a Polícia Federal apura a existência de um suposto 'gabinete do ódio' responsável por ataques a adversários políticos.
“As pessoas me conhecem muito de perto. Eu sou uma pessoa que você pode falar o que quiser, mas não vai dizer que eu sou uma pessoa desonesta, que utiliza de jogo sujo. Eu tenho sido vítima disso o tempo inteiro. Isso está na Justiça para ser avaliado”, disse.
Raquel também falou sobre o ex-servidor citado pela Record, Amisadai Andrade da Silva, que foi exonerado do cargo no Governo de Pernambuco nesta quarta (26), dia seguinte à exibição da reportagem. "Querer dizer que ele conversou comigo, ele vai estar muito distante disso. Eu quero ver provar. Eu quero ver prova", afirmou.
Amisadai ocupava o posto de superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, na Secretaria de Turismo e Lazer. A governadora afirmou que a existência de milhares de servidores efetivos e comissionados não significa que haja participação do governo em eventuais ações individuais.
“A gente tem um governo. Ele é composto por não sei quantos mil cargos comissionados e cargos efetivos. Essa é uma área especificamente, neste caso, sob o comando hoje de Roberto Asfora, Robertinho; antes, de Kaio Maniçoba. Na Arena Pernambuco, a gente tem um trabalho sendo feito lá.”
Raquel afirmou ainda que não aceita ser associada a práticas que considera desonestas e disse ser alvo de ataques desde a eleição de 2022. Segundo ela, a situação também envolve o que classificou como violência política contra mulheres que ocupam espaços de poder.
Acusações de ataques virtuais
Na sabatina, Raquel também afirmou que sua campanha já denunciou mais de 430 perfis que classificou como 'robotizados' ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). A governadora disse ainda ter denunciado um suposto 'gabinete do ódio' formado por mais de 40 perfis.
A reportagem da Record também provocou reação de João Campos. O candidato afirmou que o conteúdo reforça denúncias que, segundo ele, vêm sendo feitas há mais de um ano sobre uma estrutura voltada contra sua candidatura, aliados e familiares.
Raquel, por sua vez, afirmou que pretende manter a campanha baseada no confronto de propostas e na prestação de contas à população, sem se deixar envolver pelas acusações.
“Eu estou aqui como filha da democracia, como sobrinha de Fernando Lyra, filha de João Lyra. As pessoas com quem eu aprendi são pessoas que sempre dedicaram a sua vida a fazer o bem sem olhar a quem e a não usar de expediente para além do jogo das quatro linhas.”