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Eduardo da Fonte diz que União Progressista "foi unânime" em coligação com Raquel

Federação também oficializa candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado; anúncio ocorreu sem presença de deputados do União Brasil

Por Amauri Lins e Guto Moraes

Sem representantes do União Brasil, Federação União Progressistas anuncia coligação com Raquel Lyra no palanque

A Federação União Progressista homologou, no fim da tarde desta quarta-feira (5), em sua convenção, a sua coligação com a chapa encabeçada pela governadora Raquel Lyra (PSD) e à candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ao Senado Federal. “Foi unanimidade pelos sete integrantes da executiva que votaram”, disse da Fonte, em coletiva de imprensa.

A informação do parlamentar foi anunciada após um longo dia de debate interno dos grupos liderados pelo próprio Eduardo da Fonte e pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB). O anúncio da decisão final, inclusive, foi feita sem a presença de representantes do União Brasil.

Os deputados Fernando Coelho Filho e Antônio Coelho, que estiveram na sede do Progressistas para a convenção, não permaneceram para a oficialização, e Miguel Coelho, que, nos bastidores, disputou a vaga de segundo senador na chapa de Raquel, não compareceu, o que sinalizou seu descontentamento com os rumos da federação.

Nos bastidores, chegou a ser divulgada a informação de que Miguel será candidato a deputado federal, mas essa possibilidade também não foi confirmada.

Questionado sobre a ausência formal do União Brasil no final do dia, o presidente do Progressistas justificou que a foto oficial, feita após a reunião, era a comprovação do apoio.

Ao ser perguntado se Miguel votará nele, se esquivou e voltou a repetir que “Miguel é um grande amigo”. Já sobre o lançamento da candidatura do ex-prefeito de Petrolina a deputado federal, disse: “Essa construção quem responderá será Fernando Filho”.

Sem detalhes sobre as tratativas e acordos que bateram o martelo pelo apoio ao desenho anunciado, Eduardo da Fonte assegurou: “Agora, a palavra de ordem é ‘união’”.

Por fim, o deputado federal foi provocado sobre um possível racha da direita pernambucana após o lançamento da candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado e tentou se descolar do espectro. 

“Eu defendo Pernambuco. O povo de Pernambuco sabe onde eu estive durante as cinco eleições que disputei. [Sigo] Do mesmo lado. Eu não quero ser direita, nem esquerda. Eu sou Pernambuco”, declarou, ao lado do aliado Pastor Cleiton Collins (PP).

Coligação com Raquel Lyra travou convenção

Mais cedo, a primeira reunião da convenção da União Progressista aconteceu sob a liderança do senador Ciro Nogueira (PP). Na ocasião, houve aceitação do nome de Eduardo da Fonte ao Senado, mas o impasse sobre a formação de coligação com a governadora Raquel Lyra permaneceu sem resolução.

A ausência de Miguel, presidente estadual do União Brasil de Pernambuco, foi um dos elementos que marcaram a convenção. O gesto simbólico da principal liderança do partido no estado sacramentou a divisão existente nos bastidores.

As divergências já haviam se tornado públicas em junho, quando o diretório estadual da federação decidiu pelo nome de Eduardo ao Senado, mas a direção nacional do União Brasil discordou da escolha e seguiu apoiando a pré-candidatura de Miguel Coelho. Na última semana, o impasse ganhou um novo capítulo com a desistência do ex-prefeito de Petrolina do pleito.

Com a decisão tornada pública no último sábado (1º), o partido anunciou que defenderia a posição de neutralidade no cenário majoritário estadual. Dias depois, Coelho anunciou o seu apoio à candidatura de Mendonça Filho (PL) à Casa Alta, em um novo movimento de divergência.