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Túlio Gadêlha diz que Lula "não estava feliz" ao gravar apoio a João Campos

Em outro trecho do vídeo, o pré-candidato ao Senado relembrou que o PSB não esteve ao lado do presidente Lula no momento em que foi preso, em 2018

Por Elaine Guimarães

Túlio Gadelha irá se filiar ao PSD nesta quarta-feira (1º); ele também irá anunciar sua pré-candidatura ao Senado

O deputado federal e pré-candidato ao Senado, Túlio Gadêlha (PSD), usou as redes sociais para afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "não estava feliz" no vídeo em que expressa apoio à pré-candidatura de João Campos ao governo de Pernambuco. A declaração vem uma semana após a divulgação do material.

"Eu sou amigo de Lula, eu conheço ele e quem conhece Lula um pouquinho sabe que ele não estava feliz quando gravou aquele vídeo. Ele precisou gravar aquele vídeo por conta desses acordos de aliança política partidária", ressaltou o deputado. 

Em outro trecho do vídeo, o pré-candidato ao Senado relembrou que o PSB não esteve ao lado do presidente Lula no momento em que foi preso, em 2018, e contribuiu para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

"Uma coisa muito importante: eu estava com Lula quando ele foi preso. Eu acho que deviam ter, no máximo, cinco ou seis pernambucanos; nenhum desses era do PSB. Muito pelo contrário, o PSB de Pernambuco saiu daqui para Brasília para afastar a presidente Dilma [Rousseff] e colocar [Michel] Temer no lugar dela. Eu lembro disso porque foi durante o governo Temer que Lula foi preso. A gente não esquece", criticou.

Múltiplos palanques

Túlio Gadêlha também aproveitou para defender que o presidente Lula tenha múltiplos palanques em Pernambuco. Esta não é a primeira vez que o deputado fala sobre essa estratégia política. Em entrevista ao Diario, na última terça-feira (16), ele havia declarado que esse pensamento é de quem deseja a reeleição do petista. 

Na nova defesa, Gadêlha se diz tranquilo e espera que o mandatário esteja não somente no palanque de João Campos, mas também no de Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSOL). "A gente precisa dar ao presidente, aqui em Pernambuco, mais de 70% dos votos e, para isso, precisamos ter o presidente em todos esses palanques."