° / °
Cadernos Blogs Colunas Rádios Serviços Portais

João Campos afirma que é preciso "bater na mesa" pela Transnordestina

O pré-candidato do PSB ao governo do estado também elevou o tom contra a rival, apontando presença de facções em Pernambuco

Por Mariana de Sousa

Ex-prefeito do Recife criticou o ritmo de entregas da gestão da governadora Raquel Lyra

O presidente nacional do PSB e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou que é preciso “bater na mesa” para garantir a conclusão da Transnordestina em Pernambuco e criticou a atual gestão estadual por, segundo ele, não conseguir tirar obras do papel. Em entrevista à Rádio Folha FM, nesta terça-feira (26), o socialista também reforçou apoio à reeleição do presidente Lula (PT) e disse acreditar em vitória petista já em 2026.

João prometeu atuar diretamente para destravar a Transnordestina e afirmou que Pernambuco precisa de um governo com “senso de urgência” para pressionar o Governo Federal e garantir investimentos. “Se vocês quiserem alguém que aceite o não como resposta, aí não contem comigo”, declarou.

O ex-prefeito do Recife criticou o ritmo de entregas da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), sua principal oponente no pleito de outubro, e afirmou que o estado vive um cenário de “muita promessa e pouca entrega”. Segundo ele, Pernambuco não inaugurou novas escolas técnicas nem hospitais estaduais nos últimos anos.

“Você pega estados com orçamento equivalente ao de Pernambuco e vê entregas acontecendo. Aqui, foi inaugurada uma escola por ano. Isso é uma marca que deveria dar vergonha”, disse. João também afirmou que o Estado perdeu 28 mil alunos em tempo integral e reduziu leitos hospitalares.

Na área de segurança pública, o socialista fez críticas à condução do combate ao crime organizado e afirmou que facções criminosas já atuam em Pernambuco. “Comando Vermelho, PCC, essa turma tem que correr daqui. O governo não pode negar a realidade”, declarou.

No cenário nacional, João reforçou o alinhamento do PSB com Lula e disse acreditar que a chapa presidencial terá ampla sustentação nos estados. Segundo ele, o partido projeta crescimento da bancada federal, podendo chegar entre 25 e 30 deputados federais em 2026.

O pré-candidato ao Governo também afirmou acreditar na vitória do presidente Lula em 2026, mas defendeu que os governantes precisam “desmontar o palanque” após as eleições e governar para todos, independentemente de posição política.

“Primeiro: Eu acredito na vitória do presidente Lula. Segundo: Independente de quem governa um estado, um país, uma cidade, quem é eleito para governar, é preciso ter a capacidade de sair do palanque ao vencer uma eleição. Você disputa uma eleição no palanque, você sai do palanque depois da eleição. Foi assim que eu fiz como prefeito. Todo mundo sabia que eu era eleitor de Lula, mas eu governava para todo mundo”, declarou.

Ao comentar o cenário eleitoral em Pernambuco, João disse estar “muito seguro” da construção política liderada pelo PSB e afirmou perceber, nas agendas pelo interior do estado, um sentimento de “esperança” e cobrança por mais entregas do poder público.

João ainda rebateu críticas relacionadas à sua postura nas redes sociais e falou que adversários de promoverem ataques coordenados no ambiente digital. Segundo ele, existe uma estratégia organizada para desgastar sua imagem politicamente.

“Existe uma rede de ódio sendo operada politicamente, funcionando através de mentira, fake news e violência política. Isso não é algo orgânico, é instrumentalizado por adversários que não têm coragem de fazer o debate público”, afirmou.

Apesar das críticas, o pré-candidato disse que não pretende mudar seu comportamento ou sua forma de comunicação. “Eu não vou deixar de ser quem eu sou. As pessoas me conhecem. Eu gosto de conversar, brincar, viver a vida com leveza. Acho que falta isso para muita gente na política e nas redes sociais”, concluiu.