EUA ordenam saída de diplomatas da Arábia Saudita e de países do Golfo
Segundo agências de notícias internacionais, a ordem de retirada dos norte-americanos se estende a quase toda a região do Golfo
Nesta quarta-feira (21), a Embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita ordenou a saída de todos os seus funcionários e respectivas famílias do país, à medida que cresce a ameaça de hostilidades por parte dos rebeldes Houthis, grupo iemenita aliado ao Irã.
A representação diplomática em Riade também emitiu um alerta de segurança sobre eventuais novos ataques à capital saudita.
Segundo agências de notícias internacionais, a ordem de retirada dos norte-americanos se estende a quase toda a região do Golfo. “Os familiares dos funcionários das embaixadas norte-americanas nos Emirados Árabes Unidos, na Jordânia, no Catar e no Bahrein também receberam notificação para sair”, afirmou uma fonte diplomática, sob condição de anonimato, à agência Agence France-Presse (AFP).
Os Houthis têm lançado frequentes ofensivas contra a infraestrutura energética e aeroportos da Arábia Saudita, além de investidas contra embarcações no Mar Vermelho. Segundo o grupo, o confronto ocorre porque o governo de Riade lidera a coalizão militar que apoia o governo oficial do Iêmen, reconhecido internacionalmente. Já os rebeldes acusam os sauditas de intervenção armada e de imporem bloqueios econômicos à região.
Por sua vez, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, informou que pretende enviar tropas à Arábia Saudita caso o governo local solicite. Ele garantiu, contudo, que a presença das forças egípcias será restrita à defesa interna e que as ações militares não se estenderão para além do território saudita.
Enquanto isso, os Houthis reivindicaram hoje um ataque a um importante porto no Mar Arábico e ao Aeroporto Internacional de Al Rayyan, localizado na cidade de Mukalla, capital da província de Hadramaut, no leste do Iêmen.
O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Sarea, declarou que os sauditas utilizam o Aeroporto de Al Rayyan para transportar armas e equipamentos militares contra o povo iemenita. Sarea alertou a Arábia Saudita a não utilizar instalações civis para fins militares, sob o risco de graves consequências.