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Líder da China viaja aos EUA para reunião com Trump

Este será o segundo encontro em 2026 entre os líderes das duas principais potências econômicas mundiais, depois de, em maio, Trump ter feito uma visita a Pequim

Por Isabel Alvarez

O presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), e o presidente da China, Xi Jinping, apertam as mãos ao saírem após suas conversas na Base Aérea de Gimhae, localizada ao lado do Aeroporto Internacional de Gimhae, em Busan, em 30 de outubro de 2025. (Foto de ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou nesta segunda-feira (21) que o líder chinês, Xi Jinping, viaja nesta semana aos Estados Unidos numa visita oficial de Estado. “A convite do presidente dos EUA, Donald J. Trump, o presidente Xi Jinping vai realizar uma visita de Estado aos Estados Unidos de 23 a 25 de setembro”, diz o comunicado.

Este será o segundo encontro em 2026 entre os líderes das duas principais potências econômicas mundiais, depois de, em maio, Trump ter feito uma visita a Pequim.

A chancelaria chinesa também informou que Jinping irá trabalhará em prol da estabilidade estratégica durante o encontro com o dirigente norte-americano. "A China está disposta a colaborar com os Estados Unidos para enriquecer o conteúdo da relação construtiva de estabilidade estratégica entre os dois países, reforçar o diálogo e a cooperação, gerir adequadamente as divergências, melhorar continuamente o bem-estar dos dois povos e promover a paz, a estabilidade e a prosperidade mundiais", afirmou o porta-voz do ministério.

As conversações desta semana ocorrem num momento de desacordo entre os dois presidentes sobre diversos temas, entre eles, Inteligência Artificial, comércio e direitos tarifários, conflitos no Irã e na Ucrânia e a questão da soberania de Taiwan.

Xi e Trump alcançaram em outubro de 2025 uma trégua na guerra comercial, após meses de tensão devido aos direitos aduaneiros. Essa trégua foi reforçada durante a última reunião em maio, na capital chinesa, mas que irá expirar no dia 10 de novembro.

No contexto desse acordo, Washington e Pequim suspenderam parte das tarifas e restrições adotadas durante meses de escalada, incluindo alguns controles chineses sobre as exportações de terras raras.

Segundo as autoridades aduaneiras da China, as exportações do país para os EUA registraram uma alta de 34,4 % em termos homólogos em agosto.