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Número de palestinos mortos em ataques de Israel desde o cessar-fogo sobe para cerca de 1.360

Balanço oficial aponta que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023, foram registrados 73.669 mortos e 174.652 feridos em Gaza

Por Estadão Conteúdo

Ao todo, 831 corpos já foram recuperados de áreas das quais as tropas israelenses se retiraram em conformidade com o acordo

As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), elevaram nesta quarta-feira (9) para cerca de 1.360 o número de mortos em decorrência dos ataques israelenses contra o enclave desde o cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025, incluindo duas mortes nas últimas 24 horas.

O Ministério da Saúde de Gaza informou, em comunicado publicado nas redes sociais, que, até o momento, foram registrados 1.358 mortos e 4.541 feridos pelos ataques israelenses desde o cessar-fogo, período em que também foram recuperados 831 corpos de áreas das quais as tropas israelenses se retiraram em conformidade com o acordo para implementar a proposta dos Estados Unidos.

Além disso, destacou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 - que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial -, foram registrados 73.669 mortos e 174.652 feridos.

Por sua vez, o Exército de Israel confirmou em um comunicado que, na terça-feira, realizou bombardeios contra Gaza, "destruindo três depósitos de armas do Hamas e da Jihad Islâmica", bem como "uma plataforma de lançamento" usada para "atacar" Israel no contexto do conflito, sem se pronunciar sobre possíveis vítimas nesses ataques aéreos.

"As organizações terroristas armazenavam dezenas de armas nesses depósitos, incluindo foguetes, fuzis de assalto do tipo Kalashnikov e outros tipos de equipamento de combate", afirmou, antes de acrescentar que suas forças "também identificaram terroristas do Hamas chegando a esses depósitos e usando suas armas para tarefas de vigilância e controle em Gaza".