Embaixada dos EUA na Colômbia emite alerta para "risco elevado" de ataques por grupos armados
Diplomacia relatou que ao longo 2026 ocorreram "múltiplos ataques" com drones contra delegacias de polícia, instalações militares e outras posições das forças de segurança em Cesar
A Embaixada dos Estados Unidos na Colômbia emitiu nesta quinta-feira (3) um alerta de segurança devido ao "risco elevado" de ataques no departamento de Cesar, no nordeste do país, por parte de grupos armados ilegais, entre os quais incluiu a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), organização designada por Washington como "Organização Terrorista Estrangeira".
"É possível que os grupos armados ilegais realizem mais ataques, com pouco ou nenhum aviso prévio, contra delegacias de polícia, prédios governamentais, instalações militares e infraestrutura relacionada no departamento de Cesar", alertou a embaixada em um comunicado, acrescentando que o pessoal do governo dos Estados Unidos "pode enfrentar restrições para viajar a certas áreas do departamento de Cesar devido a esses riscos".
No referido texto, a Embaixada dos Estados Unidos relata que, ao longo do ano corrente, ocorreram "múltiplos ataques" com drones carregados de explosivos contra delegacias de polícia, instalações militares e outras posições das forças de segurança no departamento de Cesar.
Especificamente, a Embaixada fez referência a um ataque ocorrido em julho passado na subdelegacia de polícia da vila de El Burro, no município de Pailitas, que deixou cinco policiais feridos; a um ataque, no mês de agosto, no município de Curumaní, onde um policial morreu, bem como a ataques com drones no sul do departamento no final de agosto, que causaram ferimentos a vários soldados.
No início desta mesma semana, a Prefeitura de Cesar e o próprio Exército colombiano equiparam a 10ª Brigada, com sede na cidade de Valledupar, capital departamental, com sistemas tecnológicos para neutralização de drones, no âmbito de uma iniciativa destinada a "neutralizar as ameaças aéreas não tripuladas dos grupos armados organizados no departamento e reforçar a proteção das Forças Públicas e da população civil", conforme precisou na ocasião o Exército do país em um comunicado.
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