Caged: Brasil tem pior setembro na geração de empregos desde o início da série histórica
Foram criados no Brasil 121.305 mil novos postos de trabalho. Em setembro de 2025, o saldo foi de 241.609 novas vagas
O mercado de trabalho brasileiro abriu 121.305 postos de trabalho em setembro, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (4), pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o pior resultado para o mês desde o começo da série do Novo Caged (iniciada em 2020).
O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro na pesquisa Projeções Broadcast , que apontava para criação líquida de 163,6 mil vagas em setembro. As estimativas do mercado, todas positivas, variavam de 96.610 a 225 mil vagas.
O saldo de setembro é resultado de 2.214.47 de admissões e 2.093.132 desligamentos. Em agosto, o saldo foi positivo em 16.062 vagas, já incorporando os ajustes na série. Em setembro de 2025, o saldo foi de 241.609 novos postos de trabalho.
Quatro dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas tiveram criação de novos postos de trabalho em setembro, segundo dados do Caged. Como de costume, o saldo mais positivo foi registrado no setor de serviços, que abriu 81.241 vagas em setembro. Em seguida, aparecem indústria (19.285), comércio (15.697) e construção (9.468). A agropecuária registrou fechamento líquido de 4.381 vagas.
Unidades da Federação
Em setembro, 26 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo no mercado de trabalho. Lideram o ranking, em números absolutos: São Paulo (19.391 vagas), Pernambuco (13.371) e Alagoas (11.110). Na ponta oposta, aparecem: Rio Grande do Sul (-2.937), Acre (235) e Goiás (307).
Salário médio
O salário médio real de admissão passou de R$ 2.430,51 em agosto para R$ 2.429,41 em setembro, uma redução de R$ 1,10 (-0,05%). Frente ao mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o salário de setembro aumentou R$ 44,90 (1,88%).
Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, foram gerados 1.248.914 novos postos de trabalho, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Este é o menor saldo do Caged para o período desde 2020, quando foram fechados 775.557 postos formais de trabalho entre janeiro e setembro, em meio à pandemia de covid-19. Na comparação com janeiro a setembro de 2025, o resultado representa uma queda de 27,8% (foram gerados naquele período do ano passado 1.731.398 postos).
No acumulado do ano, os cinco grandes setores da atividade tiveram saldos positivos: serviços (775.774), construção (207.434), indústria (188.563), agropecuária (51.893) e comércio (25.280).
São Paulo é o Estado com mais postos formais criados em números absolutos, com saldo positivo de 322.551 no acumulado do ano. Em seguida, aparecem Minas Gerais (129.777) e Rio de Janeiro (86.489). Na outra ponta, os menores saldos acumulados no ano são Rondônia (3.480), Roraima (3.814) e Acre (4.573).