Nova construtora chega ao Recife com proposta de apartamentos compactos próximos a áreas de trabalho, transporte e serviços
Morapê terá primeiro empreendimento na Boa Vista, com 272 unidades e previsão de lançamento para novembro; empresa aposta em imóveis menores em regiões centrais
Uma nova construtora chega ao mercado imobiliário do Recife com uma proposta voltada para apartamentos compactos e localizados próximos a áreas de trabalho, transporte e serviços. A Morapê Construtora pretende desenvolver empreendimentos em regiões centrais da capital pernambucana, apostando na proximidade entre moradia, emprego e infraestrutura urbana como estratégia para reduzir o tempo e os custos de deslocamento dos moradores.
A empresa inicia a atuação no Recife com um empreendimento na Boa Vista, na região central da cidade. O projeto terá 272 unidades, sendo 267 residenciais e cinco comerciais, com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em aproximadamente R$ 79 milhões.
Os apartamentos terão entre 23 m² e 36 m², predominantemente com um quarto e serão direcionados principalmente a pessoas interessadas em adquirir a casa própria por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. O lançamento está previsto para novembro deste ano.
“Nosso primeiro edifício será na Boa Vista, próximo ao Lucilo Maranhão, com previsão de lançamento ainda no mês de novembro deste ano”, afirma Camila Haeckel, diretora de Relações Institucionais da Morapê Construtora.
Moradia perto do trabalho
Segundo a empresa, a estratégia parte da percepção de que uma parcela dos trabalhadores que atuam nas áreas centrais do Recife mora distante dos principais polos de emprego. Nesse cenário, além do preço do imóvel, a Morapê considera os gastos com transporte e o tempo utilizado diariamente nos deslocamentos como fatores que também pesam no custo de moradia.
A proposta da construtora é priorizar áreas que já contam com infraestrutura consolidada, como transporte público, comércio, hospitais, instituições de ensino e outros serviços.
“Nosso modelo considera a localização como parte da solução habitacional. Para muitas famílias, morar longe significa assumir um custo permanente com transporte e perder horas no deslocamento. Ao levar habitação econômica para áreas centrais, buscamos combinar acesso à casa própria, mobilidade e qualidade de vida”, afirma Camila.
Os empreendimentos também não terão vagas de garagem. Segundo a empresa, a decisão busca reduzir custos e está relacionada à localização dos projetos, que pretende favorecer deslocamentos a pé e o uso do transporte coletivo.
Construção com foco na redução de custos
Além da localização, a Morapê afirma que pretende trabalhar com processos construtivos padronizados para aumentar a previsibilidade de custos e prazos. A empresa prevê o uso de soluções replicáveis de engenharia, arquitetura e mobiliário, além de sistemas de alvenaria com blocos estruturais.
A estratégia, segundo a construtora, é utilizar a padronização para tornar os projetos mais eficientes e viabilizar imóveis com preços mais acessíveis.
Reocupação do Centro
A chegada da empresa ocorre em meio às discussões sobre a reocupação das áreas centrais do Recife. Para a Morapê, a existência de infraestrutura e serviços nessas regiões pode favorecer a criação de novos projetos habitacionais e aproximar os moradores das oportunidades já existentes na cidade.
“Nosso objetivo é desenvolver projetos que aproveitem a estrutura existente e aproximem o morador de oportunidades de trabalho, transporte e serviços. Acreditamos que a habitação tem um papel importante no processo de reocupação do Centro”, explica Camila.
Com o primeiro projeto na Boa Vista, a empresa pretende iniciar uma estratégia de atuação voltada principalmente para imóveis de menor metragem em áreas centrais e consolidadas do Recife.