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Mãe de jovem morta em Fortaleza recebe certidão de óbito e cobra justiça

Isorlanda Caracristi falou sobre a dor de receber o documento e afirmou que seguirá lutando por respostas sobre a morte da filha

Por Correio Braziliense

A mãe de Isabelle pediu apoio para continuar acompanhando o caso e afirmou estar preparada para uma longa batalha em busca de esclarecimentos


Isorlanda Caracristi, a mãe de Isabelle Caracristi, de 22 anos, recebeu, nesta terça-feira (22), a certidão de óbito da filha. Em um vídeo publicado nas redes sociais durante a noite, ela mostrou o documento e desabafou sobre a dor de receber um papel que nunca imaginou ter em mãos.

"Recebi hoje a certidão de óbito da minha filha. Eu sonhei um dia receber um certificado de conclusão de curso, o diploma dela de direito. Jamais passou pela minha cabeça receber a certidão de óbito", afirmou.


Isorlanda também falou sobre a prisão preventiva do namorado da jovem, João Munhoz Neto, de 33 anos. Para ela, a medida representa o início da busca por justiça pela morte da filha.

"Com a prisão preventiva dele, hoje eu sinto dentro do meu coração que o processo de justiça pela morte da minha filha se inicia. Hoje eu sinto, de fato", disse.

Ainda durante o vídeo, a mãe de Isabelle pediu apoio para continuar acompanhando o caso e afirmou estar preparada para uma longa batalha em busca de esclarecimentos.

"Preciso muito continuar contando com o apoio de todos vocês, porque essa luta vai ser longa e muito árdua, muito longa. E vou lutar até o fim pela justiça, por ter todas as respostas, todas as respostas que eu preciso ter. E justiça por minha filha Isabelle Caracristi", declarou.


Relembre

Isabelle foi encontrada morta, em 13 de setembro, no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Desde a morte da estudante, a família cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.

João foi preso preventivamente nesta terça-feira (22). Segundo apuração da TV Globo, a ordem de prisão cita os artigos 122 e 147 do Código Penal, relacionados, respectivamente, à indução ou instigação ao suicídio ou à automutilação e ao crime de ameaça.

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) identificou no corpo da jovem ferimentos compatíveis com o impacto contra o solo. Os exames laboratoriais não detectaram substâncias de interesse toxicológico. As circunstâncias da morte continuam sob investigação.

A Polícia Civil do Ceará analisa depoimentos, imagens de câmeras de segurança e aparelhos eletrônicos apreendidos durante as diligências.