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Eliana Pittman apresenta projeto em homenagem a Jorge Aragão no Recife nesta sexta (16)

Artista apresenta o show "Eliana Pittman canta Jorge Aragão e Grandes Sucessos" no Teatro do Parque nesta sexta-feira (16), às 20h

Diario de Pernambuco

Publicado: 16/10/2026 às 14:00

Eliana Pittman/Samuka Kim

Eliana Pittman (Samuka Kim)

Aos 80 anos e com mais de seis décadas de carreira, Eliana Pittman volta ao Recife para apresentar “Eliana Pittman canta Jorge Aragão e Grandes Sucessos”. O show acontece nesta sexta-feira (16), às 20h, no Teatro do Parque, com produção da Pantojão Produções. Os ingressos estão disponíveis na Sympla e custam a partir de R$ 80.

O espetáculo nasce de “Nem Lágrima Nem Dor”, álbum lançado em 2025 em homenagem a Jorge Aragão, um dos grandes mestres do samba e referência da geração do Fundo de Quintal. No palco, Eliana celebra a obra do compositor e também revisita alguns dos sucessos que marcaram sua trajetória, como “Das Duzentas para Lá”, “Abandono”, “Vou Pular Neste Carnaval”, “Quem Vai Querer”, “Sinhá Pureza”, “Mistura de Carimbó” e “Esse Mar É Meu”, de João Nogueira.

“Jorge Aragão é um compositor que admiro muito. Cantar suas músicas é também uma maneira de homenagear o samba e toda uma geração que fez essa música chegar tão longe”, afirma Eliana.

Relação com o Recife

A volta ao Recife tem um significado especial. A relação de Eliana com a cidade começou ainda no início de sua carreira. Em 1961, ela fez sua primeira gravação no estúdio da Mocambo, acompanhada pelo pai, o saxofonista Booker Pittman. Em 1967, passou a viajar todos os domingos para Recife para apresentar um programa ao vivo na TV Jornal do Commercio.

“Eu era apaixonada por esse programa que fazia no Recife. Podia estar em qualquer lugar do Brasil e pegava um avião para chegar a tempo de chegar no Recife.”

Foi também no Recife que ela conheceu Geraldo Azevedo, então um jovem violonista que se apresentava em bares da Boa Vista. Impressionada com seu talento, Eliana o convidou para acompanhá-la no Rio de Janeiro. Em 1968, incluiu no álbum Ao Vivo “Aquela Rosa”, primeira composição de Geraldo Azevedo, em parceria com Carlos Fernando.

Ela, então, mandou uma passagem para Azevêdo ir ao Rio de Janeiro mas, àquela altura, já não lembrava mais das feições do compositor (o único encontro, muito rápido, se deu num bar barulhento e escuro do Centro do Recife).

“Eu disse que se chegar um cara magrinho, com um violão debaixo do braço, seria ele. Aí chega aquele rapaz, muito magrinho, com um violão e uma sacola com roupas. O rapaz do violão era Geraldo Azevedo”, lembra ela.

A história com o Recife atravessa, portanto, toda a trajetória de Eliana Pittman. Mais de seis décadas depois, a cidade continua sendo um lugar de reencontro, memória e afeto.

Com mais de 20 discos lançados, carreira internacional e passagens por palcos como o Olympia, em Paris, Eliana mantém-se em plena atividade. Nos últimos anos, lançou “Hoje, Ontem e Sempre” (2019), “As Divas do Sambalanço” (2020), ao lado de Claudette Soares e Doris Monteiro, e “Nem Lágrima Nem Dor” (2025), dedicado a Jorge Aragão.

Agora, aos 80 anos, ela retorna ao Recife para cantar samba, celebrar Jorge Aragão e reencontrar um público que faz parte de sua própria história.

SERVIÇO
Eliana Pittman canta Jorge Aragão e Grandes Sucessos
Quando: Nesta sexta-feira (16), às 20h
Onde: Teatro do Parque — Rua do Hospício, 81, Boa Vista, Recife
Ingressos: A partir de R$ 80, na Sympla

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