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Produtor Hitmaker sai dos estúdios e estreia no Rock in Rio após single com Tati Quebra Barraco

Após lançar a música "Tá Pegando Fogo", com Tati Quebra Barraco, Hitmaker estrou nos palcos na última sexta-feira (4), quando tocou no Palco Favela do Rock in Rio.

Allan Lopes

Publicado: 08/09/2026 às 15:48

Hitmaker já produziu sucesso de Anitta, Valesca Popuzada e Ludmilla/Reprodução/Redes Sociais

Hitmaker já produziu sucesso de Anitta, Valesca Popuzada e Ludmilla (Reprodução/Redes Sociais)

O Espaço Favela no Rock in Rio consolidou-se como um dos palcos mais emblemáticos do festival por celebrar a cultura de rua e as potências das periferias. Em 2026, o espaço expande sua representatividade com a presença da cantora pernambucana Priscila Senna e, na mesma linha de valorização da identidade urbana, também teve o produtor e DJ Hitmaker como uma de suas principais atrações.

Conhecido por assinar megahits de Anitta e Luísa Sonza, Hitmaker vive uma nova fase na carreira. Aos poucos, troca os estúdios pelos holofotes do palco e se firma como artista, cantor e performer. A estreia com um show solo no Rock in Rio simbolizou essa virada, justamente em um palco cuja proposta conversa com a realidade periférica que moldou sua trajetória. "Enxergar meu nome ocupando espaços tão importantes faz sentir que muitas coisas estão finalmente se conectando de uma forma mais completa”, celebra o artista em entrevista ao Diario.

Hitmaker também defende que o funk deve ocupar cada vez mais espaço em festivais e grandes eventos sem renunciar à própria essência. “Não faz sentido tentar adaptar ou 'limpar' o gênero para que ele caiba em determinados ambientes. Quanto mais ele circula, mais evidente fica a força cultural, econômica e artística que sempre existiu ali”, explica

O amadurecimento da carreira resultou em "Tá Pegando Fogo", parceria com Tati Quebra Barraco. A faixa combina o vocal marcante da funkeira a uma produção de pop eletrônico envolvente. Para Hitmaker, o encontro vai além da música e carrega um forte significado cultural e afetivo, como forma de reconhecer a contribuição de Tati para a construção e consolidação do funk. “O mais bonito é que essa conexão aconteceu de forma leve, natural, sem precisar forçar nada. Quando a Tati entrou na música, parecia que ela sempre fez parte dela”, conta.

A oportunidade de experimentar novas sonoridades motivou Tati Quebra Barraco a aceitar o convite para a parceria. "Gosto de me divertir no processo e de trabalhar com referências contemporâneas. É a forma que encontrei de experimentar coisas novas sem abrir mão da minha essência”, explica a artista. "A música é viciante e o Hitmaker é um artista incrível. Essa parceria veio para somar e agregar ainda mais ao meu trabalho”, exalta.

Disputa judicial

Por trás das batidas de pista, a parceria também representa, para Tati, uma relação mais transparente na indústria da música. Em meio a uma longa disputa judicial pelo controle dos direitos autorais e pela divisão dos lucros de sucessos como "Boladona" e "Barraco 2", a funkeira vê os novos lançamentos como uma forma de reafirmar sua autonomia artística. "Sempre busquei fazer valer os meus direitos, e é muito satisfatório poder trabalhar com clareza e justiça. Nunca quis nada além do que me pertence por direito", destaca.

O imbróglio jurídico envolve denúncias da cantora contra nomes como DJ Marlboro e Dennis DJ, responsáveis pelas produções daqueles fonogramas no início dos anos 2000. Tati alega a ausência de repasses financeiros e o registro inadequado das composições, o que gerou bloqueios comerciais no uso de suas músicas. Por outro lado, os produtores rebatem as acusações defendendo a legitimidade de suas fatias societárias.

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