PF prende homem que gravava e compartilhava crimes sexuais contra mulher em situação de vulnerabilidade
Ação realizada em Escada resultou na prisão temporária do investigado, na apreensão de um aparelho celular e no resgate da vítima
Publicado: 16/09/2026 às 15:19
"As investigações apuram, ainda, a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas", disse a PF (PF/Divulgação)
A Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos da Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (16), a Operação Vigília, no município de Escada, na Zona da Mata Sul, para aprofundar a apuração, em tese, dos crimes de estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro de vulnerável.
Foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela 34ª Vara Federal de Pernambuco. O investigado foi preso e um aparelho celular foi apreendido. O dispositivo será submetido a exame pericial.
A Operação Vigília é um desdobramento da Operação Somnus, deflagrada em fevereiro de 2026. A análise do material obtido naquela investigação revelou registros de mulheres aparentemente inconscientes e conversas, em grupo de aplicativo de mensagens, sobre sedação, prática de atos sexuais e compartilhamento de conteúdo íntimo. Esses elementos permitiram identificar o investigado e a vítima, dando origem a novo inquérito policial.
De acordo com a PF, a vítima foi resgatada, acolhida pela equipe policial e conduzida em segurança à sede da Polícia Federal na Zona Sul do Recife, onde prestou depoimento em ambiente reservado.
"Na oitiva, ela reconheceu sua imagem em parte do material investigado, declarou que desconhecia os registros e afirmou que jamais autorizou sua produção ou compartilhamento. Também informou não se recordar das circunstâncias retratadas", pontuou material divulgado pela Polícia.
Ainda segunod a corporação, as investigações prosseguem para esclarecer integralmente as circunstâncias dos fatos, analisar o material apreendido e verificar a possível existência de outras vítimas.
O caso tramita sob sigilo para preservar a intimidade das pessoas envolvidas e as diligências em andamento.
Operação
O nome Vigília faz referência ao estado de alerta e proteção necessário diante de condutas que, segundo os indícios, teriam ocorrido enquanto a vítima dormia ou estava impossibilitada de oferecer resistência.