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Família de Camila Nogueira cobra resposta do Cremepe sobre caso de erro médico

Consultora de imagem está em estado vegetativo desde agosto de 2025; entidade negou por três vezes afastar as médicas envolvidas na cirurgia

Guto Moraes

Publicado: 26/08/2026 às 21:06

Camila Nogueira antes de depois da cirurgia. À esq. ao lado esposo e à dir., atualmente, com o pai/Cortesia

Camila Nogueira antes de depois da cirurgia. À esq. ao lado esposo e à dir., atualmente, com o pai (Cortesia)

Familiares e amigos da consultora de imagem Camila Nogueira realizarão um ato em frente ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), no Espinheiro, Zona Norte do Recife, nesta quinta-feira (27), às 9h.

Eles cobram uma resposta do conselho ao caso da consultora de imagem, de 39 anos, que ficou em estado vegetativo após suposto erro médico cometido durante cirurgia "de baixo risco" em um hospital da capital pernambucana, há um ano, em agosto de 2025.

A família de Camila entrou com representação, em dezembro, pedindo a suspensão e a cassação do registro profissional (CRM) de três médicas envolvidas na cirurgia, que negam a responsabilidade sobre o ocorrido.

Em julho, o Cremepe concluiu uma sindicância do caso, que avançou para a fase de processo ético-profissional. No entanto, o órgão negou o pedido de interdição cautelar por três vezes. O caso corre em segredo de justiça.

“Entendemos que há um prejuízo para a medicina e para a sociedade”, defende o advogado da família da vítima, Paulo Maia. “Os únicos prejudicados nessa história foram ela e a família dela. Queremos que os responsáveis sejam devidamente penalizados.”

A reportagem não conseguiu contato com o Cremepe até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto para atualização.

Relembre o caso

Camila realizava uma cirurgia de retirada da vesícula e correção de hérnia no Hospital Esperança, no Centro do Recife, em agosto de 2025, quando ficou sem oxigênio e sofreu uma parada cardiorrespiratória que durou 15 minutos.

Dados brutos do monitor multiparamétrico apontam que a vítima apresentou sinais de apneia que foram ignorados por mais de 1 minuto e 42 segundos. A parada ocorreu às 11h16, mas foi percebida e registrada no prontuário às 11h18.

Camila foi reanimada às 11h33, ainda de acordo com o prontuário, com sequelas neurológicas permanentes. A ficha anestésica comprova que a anestesista registrou “valores incorretos” quando comparados com o registro eletrônico.

Três profissionais eram responsáveis pelo atendimento: a cirurgiã-chefe Clarissa Guedes, a cirurgiã-auxiliar Danielle Teti e a anestesista Mariana Parahyba, responsável pelo protocolo respiratório.

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