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Manifestantes voltam a protestar por moradia e interditam avenida no Centro do Recife

Manifestantes do Movimento de Luta por Teto, Terra e Trabalho (MLTT) estão em frente a sede do MPPE, na Avenida Suassuna, área central do Recife, reivindicando soluções para famílias que foram retirada da ocupação do terreno do Americano Batista

Diario de Pernambuco

Publicado: 07/08/2026 às 09:30

Grupo ocupava as estruturas do antigo Colégio Americano Batista, na Boa Vista, no Centro do Recife/Foto: Sandy James/DP Foto

Grupo ocupava as estruturas do antigo Colégio Americano Batista, na Boa Vista, no Centro do Recife (Foto: Sandy James/DP Foto)

Manifestantes do Movimento de Luta por Teto, Terra e Trabalho (MLTT) voltaram a interditar, nesta sexta-feira (07), a Avenida Suassuna, no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife, em protesto que cobra solução para a situação das famílias retiradas da ocupação Papa Francisco, instalada no terreno da antiga Escola Americano Batista.

Os manifestantes já haviam ocupado a via na tarde desta quinta (06). Segundo apuração do Diario de Pernambuco, membros da coordenação do movimento foram recebidos ainda na quinta (06) por promotores de justiça e representantes do governo, mas nada foi resolvido.

Os manifestantes reivindicam que a gestão estadual apresente uma proposta de atendimento às famílias e avance nas negociações para garantir o acesso à moradia digna.

Em entrevista ao Diario de Pernambuco nesta quinta (06), um dos coordenadores do movimento, Davi Lira, afirmou que o ato busca abrir um diálogo com o Governo do Estado para garantir uma solução definitiva para as famílias que deixaram a ocupação após a desmobilização da área.

Rota alternativa

Por conta da interdição da Av. Visc. de Suassuna em frente ao MPPE, a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) orienta que os condutores que querem acessar a via devem seguir pela Rua do Hospício rumo à Av. Conde da Boa Vista ou dirigir pela Av. Mário Melo e fazer o retorno na Rua dos Palmares.

O que diz a Cehab

A Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco (Seduh), presta os seguintes esclarecimentos sobre a destinação da área do antigo Colégio Americano Batista e as tratativas habitacionais mediadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE):

Destinação do imóvel
O terreno do antigo Colégio Americano Batista, na Boa Vista, será transformado em um grande complexo de educação e lazer para a população. O projeto do Governo de Pernambuco, ao adquirir o terreno, sempre foi de interesse público, vinculado a investimentos na área de educação.

A Cehab publicou o edital de licitação para a construção da Escola Técnica de Saúde e Inovação (projeto da Secretaria de Projetos Estratégicos - Sepe), com investimento de R$ 116,3 milhões. O espaço oferecerá formação técnica em áreas estratégicas (como Enfermagem, Inteligência Artificial e Ciência de Dados) e área verde preservada para a cidade.

Além da Escola Técnica, o terreno também contará com a implantação de um Parque Urbano público no valor de R$ 10,7 milhões, cuja ordem de serviço para início das obras será dada ainda neste mês de agosto.

Solução habitacional
Desde o primeiro dia de ocupação o Estado, com intermédio do MPPE e do núcleo de soluções fundiárias do TJPE, tem promovido um diálogo atento e constante com os dois movimentos. Na ocasião de desocupação, o Estado promoveu cadastramento social dos 945 ocupantes, e tem envidado esforços para ofertar solução definitiva de moradia, o que já foi feito para 528 dos ocupantes, a partir das doações de três terrenos em Jaboatão, já vistoriados pelas lideranças.

Em paralelo, o Estado segue analisando opções de atendimento para as 417 famílias remanescentes, priorizando estudo de viabilidade de terrenos nas cidades de Paulista e Olinda, conforme requerido expressamente pelo movimento, além de fornecer apoio técnico aos enquadramentos de áreas e projetos nas portarias do Ministério das Cidades.

O Governo de Pernambuco segue no limite de suas competências legais e orçamentárias, garantindo o avanço de obras de grande impacto social sem abrir mão do diálogo responsável com os movimentos habitacionais.

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