PF cumpre mandados contra quadrilha que fraudou concursos públicos em Pernambuco e outros estados
A 3ª fase da Operação Chiado, da PF, cumpriu, nesta quarta-feira (1º), oito mandados em Pernambuco e na Paraíba, contra quadrilha responsável por fraudes em concursos públicos em vários estados do Nordeste
Publicado: 01/07/2026 às 10:36
Policiais federais cumpriram oito mandados nesta quarta (1º) (DIVULGAÇÃO/PF)
Um organização criminosa responsável por fraudes em concursos públicos e lavagem de dinheiro foi alvo da 3ª fase da Operação Chiado, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (1º).
Segundo a PF, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal nos municípios do Recife e Paulista, na Região Metropolitana, Goiana e Itaquitinga, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e João Pessoa, na Paraíba.
Além dos mandados, a 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco determinou o sequestro e bloqueio de ativos financeiros dos investigados. Os valores são superiores a R$ 1,3 milhão.
Nas fases anteriores da Operação Chiado houve a prisão em flagrante de cinco pessoas.
Elas foram surpreendidas em posse de aparelhos de transmissão de áudio e pontos eletrônicos durante a aplicação das provas para o cargo de assistente em administração da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em agosto de 2024.
Primeira fase
A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 23 de setembro de 2025, quando houve a prisão preventiva do líder da organização criminosa, além da execução do mandado de busca e apreensão em sua residência.
A investigação indicou que a quadrilha tinha uma estrutura hierarquizada e divisão de tarefas, incluindo núcleo responsável pela captação e transmissão ilícita de questões de prova.
Também faziam parte da operação criminosa, conforme a PRF, ‘passadores’ encarregados de ditar respostas aos candidatos remotamente e operadores financeiros utilizados para movimentação e ocultação de valores.
A Polícia estima-se que o grupo tenha fraudado mais de dez concursos federais, estaduais e municipais, em vários estados do Nordeste.
Os envolvidos com a organização criminosa, dependendo de cada caso, responder pelos crimes de participação em Organização Criminosa, Fraudes a Certames de Interesse Público e Lavagem de Ativos.
As penas, em caso de condenação, podem alcançar até 24 anos de prisão.
A PF informou que as investigações seguem em andamento e que os fatos ainda estão sob apuração.