Segunda pessoa mais velha do Brasil, pernambucana completa 115 anos cercada pela família
Natural de Moreno e moradora de Jaboatão dos Guararapes, pernambucana Beatriz Ferreira Duarte completa 115 anos de vida neste domingo (21)
Publicado: 21/06/2026 às 17:40
Católica praticante, Beatriz costumava dizer que chegou aos 100 anos por ter sido obediente aos pais e por manter a fé (Foto: Maurício Ferry/DP Foto)
Moradora de Jaboatão dos Guararapes, Beatriz Ferreira Duarte celebra 115 anos de vida neste domingo (21). Nascida em 21 de junho de 1911, em Moreno, ela é a segunda pessoa mais velha do Brasil e a sexta do mundo, de acordo com a organização internacional LongeviQuest, que valida registros de pessoas que ultrapassam os 110 anos de vida.
Dona de casa durante toda a vida, Beatriz construiu uma grande família. Teve oito filhos, dos quais três seguem vivos, sete netos, 12 bisnetos e uma tataraneta. "E está vindo outro tataraneto, mas, se brincar, minha mãe tem mais saúde do que ele", brinca a aposentada Bernardete Duarte, de 70 anos de idade, que é filha de Beatriz.
Ela conta que a comemoração deste domingo conta com a presença de todos os filhos e netos da matriarca. "Eu me sinto a pessoa mais privilegiada do mundo. Ela sempre iluminou nosso caminho com a fé que tinha em Deus. A família Duarte tem uma bênção muito grande por ter convivido tanto tempo com ela", afirma.
Para Bernardete, o segredo para a longevidade da mãe está na tranquilidade com que sempre conduziu a vida. "Ela nunca foi uma pessoa desesperada. Sempre manteve a calma diante de todas as situações. Dizia que devemos viver o dia de hoje, porque o amanhã pertence a Deus", lembra.
Católica praticante, Beatriz costumava dizer que chegou aos 100 anos por ter sido obediente aos pais e por manter a fé. A alimentação saudável e a vida no campo durante a juventude no sítio de Macujé, na Zona Rural de Jaboatão, também são apontadas pela família como fatores importantes.
"Minha mãe não faz uso contínuo de nenhum medicação e a gente só faz os exames anuais para gastar dinheiro, porque nunca apontam nada. Fazia corrida até os 104 anos de idade e gostava de nadar", conta Bernardete.
Atualmente, Beatriz mora com a filha Dulce e conta com o auxílio de uma cuidadora. Apesar da tranquilidade costumeira, costuma perder a paciência na hora do banho e de deixar sua poltrona favorita, que pertenceu ao esposo, falecido no início dos anos 1990.
"Hoje em dia ela está diferente, fala pouco, mas em alguns momentos a gente vê que ela entende sim as coisas. Quando ela passa pela cadeira dela e vê minha irmã sentada, manda ela sair", diverte-se Bernadete.
Conhecida entre os familiares como uma mulher de muita disposição e coragem, Beatriz costumava dizer que "ninguém fica para semente". Sua fé sempre a ajudou a atravessar os momentos de luto e perdas durante 115 anos de vida.
"Nunca vi minha mãe perder o controle ou agir com desespero. A maior lembrança que tenho dela é essa fortaleza e essa calma para enfrentar tudo. Chegar à minha idade com minha mãe viva é uma benção", destaca a filha.