Mulheres em situação de violência do Recife terão teleatendimento psicológico pelo SUS
O atendimento é destinado principalmente a mulheres com dificuldade de acessar os serviços presenciais da rede pública de saúde, incluindo moradoras de áreas mais afastadas, com dificuldades de deslocamento
Publicado: 12/06/2026 às 12:41
Recife foi escolhida para receber o projeto-piloto junto ao Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Mulheres recifenses em situação de violência e vulnerabilidade social têm um novo serviço de teleatendimento psicológico gratuito à disposição pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A capital pernambucana foi escolhida para integrar o projeto-piloto de teleconsultas de saúde mental do Ministério da Saúde.
As consultas terão foco em promover “acolhimento, orientação e acompanhamento remoto com profissionais especializados em saúde mental para as pacientes”, segundo divulgou a pasta nesta sexta (12).
O atendimento é destinado principalmente a mulheres que enfrentam barreiras para acessar os serviços presenciais da rede pública de saúde, incluindo moradoras de áreas mais afastadas, com dificuldades de deslocamento ou que vivenciam situações de violência de gênero e vulnerabilidade psicossocial.
Cada mulher poderá realizar até oito teleconsultas, com possibilidade de continuidade do acompanhamento conforme avaliação das equipes responsáveis.
Como acessar
O acesso ao serviço é gratuito e realizado por meio do aplicativo Meu SUS Digital, disponível para Android, iOS e versão web.
Após fazer login com a conta Gov.br, a usuária deve acessar a área “Miniapps” e selecionar a opção “Acolher Mais”. Na plataforma, a mulher responde a um questionário que auxilia na identificação de sinais de sofrimento psíquico e situações de risco.
Nos casos classificados como risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o agendamento da teleconsulta é realizado automaticamente.
Quando necessário, a usuária também pode ser orientada a procurar os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Projeto
O Recife é uma das duas primeiras cidades brasileiras a receber o serviço, ao lado do Rio de Janeiro. A previsão é que a estratégia seja expandida gradualmente para outros municípios do país a partir de julho.
A coordenadora de Saúde Mental do Recife, Alyne Lima, ressaltou a importância da iniciativa para fortalecer a assistência às mulheres no município.
"A oferta desse serviço representa mais um avanço na ampliação do cuidado em saúde mental e no enfrentamento à violência contra a mulher. Ao disponibilizar atendimento remoto e especializado, ampliamos o acesso ao acolhimento e fortalecemos a rede de proteção para mulheres que muitas vezes enfrentam dificuldades para buscar ajuda presencialmente", afirmou.