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Paraguaios são flagrados em condição semelhante à escravização em fábrica de cigarro clandestino

Segundo informações da Sefaz-PE, eram 25 trabalhadores estrangeiros que estavam sesta situação na fábrica localizada no Cabo de Santo Agostinho. Ao todo, 19 pessoas acabaram sendo presas

Diario de Pernambuco

Publicado: 04/06/2026 às 11:47

Fábrica de cigarros clandestinos fica no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife /Sefaz-PE

Fábrica de cigarros clandestinos fica no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife (Sefaz-PE)

Uma operação contra a fabricação de cigarros clandestinos, deflagrada nesta quinta (4), no Grande Recife, descobriu 25 trabalhadores paraguaios que estavam em condições  semelhantes à escravização.

Deflagrada pela Secretaria estadual da fazenda (Sefaz-PE), Polícia Federal e Polícia Militar, a operação ocorreu em um condomínio localizado em Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho.

Na ação, 19 pessoas foram presas. As equipes apreenderam cigarros falsificados já prontos para a venda, insumos, matérias-primas e equipamentos.

Os estrangeiros foram levados para a sede da Polícia Federal (PF), no Recife. 

O que diz a Sefaz-PE

Por meio de nota, a Sefaz-PE disse que a fábrica foi localizada na manhã desta quinta-feira.
No local, foram encontrados grande quantidade de cigarros prontos para comercialização, além de matéria-prima e equipamentos utilizados na fabricação.

“Durante a operação, também foram identificados cerca de 25 trabalhadores de nacionalidade paraguaia, que estariam submetidos a condições análogas à escravidão”, acrescentou.

Até a última atualização desta matéria, 19 pessoas tinham sido presas.
“A Polícia Federal e a Polícia Militar foram acionadas e acompanham a ocorrência, que segue em andamento”, acrescentou a nota. 

Avaliação

Chefe de uma unidade avançada da Sefaz –PE, o auditor fiscal João de Paula concedeu entrevista para emissora de TV.

Segundo ele, a fabrica foi localizada a partir de trabalho de inteligência.

Quando as equipes chegaram ao local encontraram os estrangeiros em situação precária de dormitório e alojamento.

Ele disse que a questão dos paraguaios vai ficar com a Polícia Federal.

A Secretaria da Fazenda atuará nos problemas fiscais da produção dos cigarros.

“Podemos informar, a principio, que o produto não tinha selo de controle fiscal”, acrescentou.

O auditor disse, ainda, que as equipes começaram, a levantar contratos para saber desde quando a fábrica estava operando.

“O nome do cigarro que era fabricado é Eight. Tem maquinários para produzir o cigarro no local. O produto seria feito para distribuição em Pernambuco”, observou.


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