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Arena de Pernambuco acumula déficit de R$ 1,6 milhão em 2026

Mesmo com arrecadação recorde sustentada por jogos e eventos sediados nos últimos anos, a receita própria do estádio não cobre os custos de manutenção desde junho de 2017

Nicolle Gomes

Publicado: 05/06/2026 às 18:02

Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata/Rafael Vieira/DP Foto

Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata (Rafael Vieira/DP Foto)

A Arena de Pernambuco acumula, este ano, um déficit de R$ 1,6 milhão. Os números foram informados pela própria administração do equipamento - que é de responsabilidade do governo do estado.

Segundo a gestão, de janeiro a maio, foram arrecadados R$ 1.389.839,36. Já o total de despesas - que, de acordo com a nota oficial enviada ao Diario, são de R$ 610 mil mensais - totalizam R$ 3.050.000.

Ainda no comunicado, a administração ressalta que, entre junho de 2017 - quando o equipamento passou para as mãos do estado - a maio de 2026, a arrecadação da locação dos espaços foi de R$ 23,1 milhões, segundo a administração do estádio.

Entretanto, a despesa ficou em R$ 65,88 milhões investido para manutenção, operação e funcionamento de sua estrutura.

As informações foram obtidas após solicitação do Diario de Pernambuco. Segundo a gerência da Arena, os valores informados dizem respeito exclusivamente às receitas provenientes do aluguel das dependências do local.

“Parte dos eventos realizados no equipamento ocorre por meio de concessões ou contratos específicos, cujas receitas não são contabilizadas nesses números”, informou a gestão.

Em 2025, a Arena sediou 103 eventos e 73 partidas de futebol, e registrou arrecadação “recorde” de R$ 3.922.742,11, o maior resultado desde 2016, conforme destacou a gestão. No entanto, tomando como base a despesa mensal de R$ 610 mil, o prejuízo seria de R$ 3.397.257,89 só no ano passado.

Utilização do equipamento

Para muitos, a Arena de Pernambuco é um “elefante branco”: distante do Recife, sem utilidade justificada e que demanda altos custos de manutenção estadual. O estádio assentou o projeto da “Cidade da Copa”, cujo orçamento inicial era bilionário e nunca saiu completamente do papel.

Em nota, a administração da Arena defendeu que os dados refletem “a intensa utilização do equipamento para eventos esportivos, corporativos, culturais, institucionais e ações de cidadania, reforçando sua vocação como um importante centro de entretenimento, negócios e serviços para a população”.

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