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Quadrilha que movimentou R$ 3 mi com tráfico de drogas em Caruaru é alvo de operação do MPPE

Segunda fase da Operação Eneida foi deflagrada nesta quinta (21) pelo Gaeco/MPPE e cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão de dois suspeitos de integrar quadrilha que abastecia drogas em Caruaru e região do Agreste de Pernambuco

Diario de Pernambuco

Publicado: 22/05/2026 às 07:31

Gaeco/MPPE durante cumprimento de mandados de busca e apreensão
/DIVULGAÇÃO/MPPE

Gaeco/MPPE durante cumprimento de mandados de busca e apreensão (DIVULGAÇÃO/MPPE)

O Grupo de Atuação Especializado de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE) deflagrou, nesta quinta-feira (21), a segunda fase da Operação Eneida.

A ação tem como objetivo de desmantelar uma rede de narcotráfico e lavagem de capitais que atuava entre São Paulo e Caruaru, no Agreste pernambucano.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão temporária contra dois investigados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, arma de fogo de uso restrito, milhares de reais em espécie e mais de 5 kg de droga, analisada preliminarmente como cocaína, cujo valor estimado passa dos 200 mil reais.

O MPPE também obteve na Justiça o bloqueio de mais de 1,7 milhão de reais em contas bancárias e de ativos financeiros e o sequestro de bens móveis, incluindo a apreensão de veículos dos alvos.

O grupo criminoso é investigado pelas práticas de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, documento falso e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, cujas penas podem ultrapassar, somadas, mais de 50 anos de reclusão.

Com base nas investigações, em um ano a organização criminosa movimentou mais de 3 milhões de reais, estabelecendo um sistema de abastecimento de drogas em Caruaru e regiões próximas.

O grupo usava identidades falsas para abrir contas bancárias e esconder antecedentes criminais, permitindo que o dinheiro circulasse rapidamente e ocultasse a origem dos ativos.

Um dos pontos que chamou a atenção dos órgãos de controle foi a incompatibilidade entre o alto padrão de vida dos investigados e a ausência de rendimentos de origem lícita.

Segundo a Gaeco/MPPE, a operação representa um marco significativo na estratégia de asfixia financeira e logística do crime organizado, interrompendo o ciclo de financiamento e a reiteração delitiva da estrutura criminosa.

Ela contou com o apoio do GAECO/SP, DENARC/Caruaru, DRACCO/PE, Canil 1° BIESP/PE e das Polícias Civil e Militar de São Paulo.

 

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