Parte do muro da mansão da família Harley Lundgren desaba no Recife
Moradores que passam pela Av. Padre Roma já haviam denunciado o risco. No casarão, morava Helena Harley, filha do fundador da fábrica de tecidos que deu origem às Pernambucanas
Publicado: 13/05/2026 às 11:45
O casarão da família Lundgren Harley é classificado pela Prefeitura do Recife como Imóvel de Preservação de Área Verde (IPAV). (Foto: Rafael Vieira / DP Foto)
Parte do muro da mansão histórica da família Harley Lundgren desabou na Avenida Padre Roma, no Parnamirim, Zona Norte do Recife. Segundo informações extraoficiais, a queda aconteceu no fim de semana passado.
A reportagem do Diario de Pernambuco foi até o casarão nesta quarta-feira (13), e viu trabalhadores reconstruindo a estrutura. Outra parte do muro está isolada por faixas e sustentada por uma viga de madeira.
O risco de queda do muro já havia sido alertado por moradores do bairro e transeuntes que passam pela calçada do imóvel, localizado próximo ao Hospital Correia Picanço, há duas semanas. Os denunciantes chegaram a confeccionar placas para avisar do perigo.
Na data, de acordo com um morador que não quis se identificar, o imóvel estava vazio. A Defesa Civil do Recife havia informado ao Diario que iria enviar uma equipe para realizar uma vistoria no endereço citado, porém não há informações se de fato aconteceu essa inspeção.
O casarão pertenceu a Helena, filha de Arthur Herman Lundgren, fundador da fábrica de tecidos que funcionou no município de Paulista, na Região Metropolitana, e que deu origem às Casas Pernambucanas.
Recentemente, a família Lundgren voltou aos holofotes com o lançamento de uma série denominada “O Testamento de Anita Harley” – que fala, justamente, da herdeira das Casas Pernambucanas.
O casarão da família Harley Lundgren é classificado pela Prefeitura do Recife como Imóvel de Preservação de Área Verde (IPAV).
Segundo a lei municipal 16.284/1997, essa classificação exige que o proprietário do imóvel proteja, no mínimo, 70% da área verde cadastrada.
Apesar da classificação, o casarão não é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).