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Sindicato dos rodoviários rebate denúncia de agressão a cadeirante: "O que se fala não aconteceu", diz presidente

O representante da categoria, Roberto Carlos, rebateu a denúncia feita pelo cadeirante Nivalmir Cardoso, que alegou ter sido agredido por um motorista de ônibus no último domingo (26)

Nicolle Gomes

Publicado: 28/04/2026 às 15:12

Imagem de ocorrência em ônibus foi  divulgada pelo Sindicato dos Rodoviários do Grande Recife /Sindicato dos Rodoviários/ Reprodução

Imagem de ocorrência em ônibus foi divulgada pelo Sindicato dos Rodoviários do Grande Recife (Sindicato dos Rodoviários/ Reprodução )

O Sindicato dos Rodoviários do Grande Recife rebateu a denúncia de agressão feita por um cadeirante que alegou ter sido agredido por um motorista de ônibus no domingo (26).

O presidente da entidade, Roberto Carlos, se pronunciou, por meio de vídeos postados nas redes sociais, na noite da segunda (27), e publicou imagens do circuito de segurança do coletivo.

“Está circulando aí nas redes sociais que um motorista da Borborema é acusado por um deficiente que diz que o agrediu. Vejam a filmagem interna do veículo que mostra que não houve nenhum tipo de agressão física”, inicia o presidente do sindicato.

Segundo diz Roberto Carlos, o cadeirante, chamado Nivalmir Cardoso de Farias Júnior, de 25 anos, teria iniciado as agressões verbais contra o motorista.

“O cadeirante por sua vez agrediu verbalmente o motorista primeiro, falando da mãe, com gírias. O motorista revida dizendo: Me respeite. E depois ele desce, como na imagem mostra, e vai embora porque o cadeirante não quer subir mais no veículo. Inclusive, tem outra pessoa que, não sei a ligação que tem com o cadeirante, sobe no ônibus para agredir o motorista aí como mostra as imagens”, acrescenta.

O presidente se referiu ao caso como “uma vergonha”.

“Não é porque é um cadeirante que é coitadinho. Não houve nenhum tipo de agressão física. É uma vergonha. As pessoas às vezes querem se prevalecer e levar vantagem porque é deficiente. Deficiente, seja quem for, tem obrigação de respeitar. Direito tem quem direito anda. Se você quer respeito, se dê o respeito. A gente vê nas imagens que o motorista em momento algum agrediu fisicamente o cadeirante. Na hora que ele desce, as imagens mostram que ele automaticamente vai embora para conduzir o veículo porque o cadeirante não quis ir mais”, comenta.

Por fim, o representante dos rodoviários afirmou que Nivalmir tentou “denegrir” a imagem do motorista.

“Esse cidadão que tá aí nas redes sociais para denegrir a imagem do motorista, deveria pedir desculpas, tá? Então, muitas vezes, o que se fala não é o que aconteceu. Então, em defesa desse motorista, as imagens não negam”, finalizou.

O caso 

O paratleta Nivalmir Cardoso de Farias Júnior, de 25 anos, é cadeirante e denunciou, por meio das redes sociais, que teria sido vítima de agressão por parte de um motorista de ônibus no domingo (26), em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

Ao Diario, ele disse que ao foi agredido verbal e fisicamente após pedir parada enquanto tentava voltar para casa após uma competição de tiro com arco.

“O ônibus vinha no meio da pista, eu dei a mão, ele veio pro lado da parada. Ele desceu e começou a falar: ‘Cadeirante sai dia de domingo no meio da rua?’, a dizer que não é pago para fazer essa função, que é muito trabalho pra uma pessoa só. Eu disse: ‘Se você não quer trabalhar dê a vaga pra outra pessoa’. E ele começou a me xingar, me chamou de aleijado, folgado, de preto safado”, relatou.

Nivalmir afirmou, também, que o motorista deu dois tapas na região do peito do paratleta. Ele disse ter se sentido “revoltado e impotente” por ser uma pessoa indefesa.

O que diz a Polícia Civil

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que está investigando o caso como uma ocorrência de vias de fato, dano/depredação e injúria.

De acordo com a corporação, o motorista, um homem de 62 anos que não teve identidade revelada, prestou esclarecimentos.

“A autoridade policial instaurou um inquérito por portaria e as investigações seguem em andamento”, destacou.

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