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Morre idoso vítima de desabamento de prédio em Olinda: "Ficha não caiu ainda", diz sobrinho

Morte foi confirmada pelo Hospital da Restauração (HR), onde José Galdino da Silva, de 72 anos, estava internado desde a madrugada da quinta (16). Ele foi soterrado após o desabamento de um prédio em Olinda, no Grande Recife

Nicolle Gomes

Publicado: 17/04/2026 às 11:24

Prédio estava interditado desde 2023, segundo a Defesa Civil de Olinda/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

Prédio estava interditado desde 2023, segundo a Defesa Civil de Olinda (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)

Morreu o idoso que foi soterrado após a queda de um prédio Olinda, no Grande Recife. Ele faleceu no mesmo dia, poucas horas após o desmoronamento. A informação foi confirmada pela família de José Galdino da Silva, de 72 anos, e pelo Hospital da Restauração (HR), onde ele estava internado desde a madrugada da quinta (16), na área central da capital pernambucana.

“Não é uma notícia boa. Estou tentando entender. A minha ficha praticamente não caiu ainda. É muito triste”, disse, ao Diario, o sobrinho de José Galdino, Edson Moreira.

Informações sobre a causa da morte não foram divulgadas pelo HR. A família afirmou à equipe de reportagem do Diario que ainda não sabe onde será o sepultamento do corpo do idoso.

Relembre

Por volta das 2h30 da manhã da quita (16), um prédio de três andares desabou em Olinda, no Grande Recife. O idoso José Galdino da Silva, de 72 anos, ficou preso sob os escombros e chegou a ser resgatado com vida, mas com ferimentos graves. Ele foi encaminhado ao Hospital da Restauração (HR), na área central da capital pernambucana.

“A gente já sabia que ia acontecer uma hora ou outra. A gente ficava aqui como passatempo, escutando música, vendo jogo. Não morava ninguém fixo”, desabafou outro sobrinho de José, Janderson Moreira da Rocha, de 26 anos, que esteve no local horas antes do desabamento.

O barulho da queda acordou a vizinhança em meio ao susto e ao desespero, contaram moradores da Rua Ayrton Senna do Brasil, no bairro do Jardim Fragoso, em Olinda.

“Foi um barulho muito forte, parecia uma bomba. Na hora que eu abri os olhos, eu já disse: foi o prédio que caiu”, relatou Andrea Andrade, de 46 anos, que mora ao lado do imóvel.

Segundo ela, o cenário logo após a queda era de poeira, escuridão e gritos por socorro. “A gente começou a ouvir um homem gemendo debaixo dos escombros. Foi desesperador.”

A reação foi imediata. Familiares e vizinhos improvisaram uma operação de resgate enquanto aguardavam o socorro oficial.

“Meu genro começou a gritar que tinha alguém ali, pegou ferramentas, pediu pra ligar pro Bombeiros. Foi tudo muito rápido”, contou Andrea.

Segundo o secretário executivo da Defesa Civil de Olinda, Carlos D’Albuquerque, o imóvel já havia sido interditado em 2023 e o proprietário, notificado.

Para os moradores, no entanto, a resposta ainda é insuficiente diante do que consideram um caso de negligência. “Fica muito fácil deixar acontecer e depois ninguém assumir”, desabafou Andrea.

Em nota oficial, a Prefeitura de Olinda reafirmou a declaração do secretário da Defesa Civil sobre a interdição do prédio e a notificação que havia sido feita ao proprietário do imóvel.

“Ele também foi notificado e havia assumido o compromisso de demolir a residência para a construção de uma nova edificação de acordo com as normas legais da engenharia civil”, diz a nota, que também se contrapõe à afirmação de moradores.

“É válido destacar, ainda, que o local possuía sinalização de interdição”, pontua o texto.

 

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