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INVESTIGAÇÃO

Escola particular no Recife afastou diretor financeiro indiciado por pedofilia virtual, diz defesa

Escola afirma que caso ainda está em apuração e critica divulgação sem "conclusão oficial"

Adelmo Lucena

Publicado: 15/04/2026 às 19:21

Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife/Foto: Adelmo Lucena/DP

Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife (Foto: Adelmo Lucena/DP)

A defesa do Colégio Cristão do Recife (CCR), em Boa Viagem, na Zona Sul, informou que o diretor financeiro da instituição foi afastado após ter sido indiciado por crimes relacionados à pedofilia virtual. A informação foi repassada pela defesa da instituição de ensino nesta quarta-feira (15).

De acordo com o advogado Josemar Andrade, a escola está enviando um comunicado aos pais dos alunos frisando o afastamento do indiciado. Além disso, o CCR divulgou em suas redes sociais que está funcionando normalmente.

Em nota enviada ao Diario de Pernambuco, a defesa informou que o suspeito é inocente e que está à disposição das autoridades judiciais.

“É fundamental registrar que o inquérito policial é classificado como sigiloso. Desse modo, todas as informações devem permanecer em estrito sigilo para evitar qualquer prejuízo à correta elucidação dos fatos e exposição indevida, razão pela qual a defesa está impedida legalmente de prestar maiores detalhes ou esclarecimentos públicos sobre as investigações no presente momento”, destaca.

O caso é investigado pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), que informou que o inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco na última quinta-feira (9). Inicialmente, a corporação havia informado que o suspeito foi preso, informação que a defesa nega.

Colégio classifica informações como “precipitadas”

O CCR divulgou nesta manhã um comunicado nas redes sociais classificando as informações divulgadas em portais de notícia como “precipitadas e desprovidas de qualquer conclusão oficial”.

Na nota, o colégio afirma que “repudia as informações recentemente veiculadas, por serem precipitadas e desprovidas de qualquer conclusão oficial” e “esclarece que os fatos mencionados encontram-se em apuração, não havendo qualquer conclusão até o momento”.

Ainda segundo o texto, a divulgação das acusações pode causar “danos indevidos e atinge não apenas os envolvidos, mas toda a comunidade escolar”. A instituição também informou que está adotando as medidas cabíveis diante da exposição do caso.

Indiciamento

De acordo com a PCPE, “o procedimento foi concluído com o indiciamento do indivíduo investigado pelos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tratam sobre pornografia infantil”.

O artigo 241-A prevê punição para quem oferece, troca, disponibiliza, transmite, distribui, publica ou divulga, por qualquer meio, inclusive pela internet, imagens, vídeos ou qualquer outro registro com cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo menores. A pena é de reclusão de três a seis anos, além de multa.

Já o artigo 241-B criminaliza a posse ou o armazenamento desse tipo de material, com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa.

 

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