° / °
Vida Urbana
Violência contra a mulher

Estampando nomes de 18 vítimas, mulheres se mobilizam contra o feminicídio nas ruas do Recife

Manifestação teve início do Parque 13 de Maio, em Santo Amaro, no Centro do Recife, e seguiu para o Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio

Ricardo Novelino de C. Pereira

Publicado: 09/04/2026 às 16:45

Faixas lembraram nomes de mulheres que foram vítimas de feminicídio /Marina Torres/DP

Faixas lembraram nomes de mulheres que foram vítimas de feminicídio (Marina Torres/DP )

Mulheres ligadas a movimentos sociais e organizações feministas se mobilizaram, nesta quinta (9), pelas ruas do Recife em um ato contra feminicídios.

A organização foi do Campanha Levante Feminista, e reuniu manifestantes que saíram no Parque 13 de Maio, em Santo Amaro, até o Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio, no centro da capital pernambucana.

Com placas com nomes das 18 vítimas de feminicídios este ano em Pernambuco, as mulheres também estiveram em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe). A principal reivindicação da manifestação é em função da alta de violência contra a mulher.

A mobilização também se posicionou contra lesbocídios (assassinato de lésbicas em função da orientação sexual) e transfeminicídios (homicídio de mulheres trans em função da identidade de gênero).

“Nós estamos vindo [para a rua] com muita revolta com a situação da violência contra as mulheres no Brasil e em Pernambuco. Pernambuco é o primeiro estado do Nordeste a mais matar mulheres e mulheres trans. É um dado terrível e a gente precisa denunciar e chamar a população para saber disso, porque os dados são muitos, mas uma mulher sendo morta, a gente vai para a rua. É muito importante que a gente se mobilize, e não banalize essa violência”, disse Analba Brasão, uma das organizadoras do ato.

O ato também cobrou políticas públicas eficientes de prevenção e combate à violência contra a mulher, e de investimentos na rede de proteção às vítimas.

“O feminicídio é o final de um ciclo. Nós precisamos trabalhar em cima da prevenção para que isso não aconteça. E a sociedade como um todo tem que estar envolvida nessa luta. Mas também precisamos de respostas do poder público, precisamos falar da violência, valorizar as nossas leis. Para isso, nós precisamos de políticas públicas, as prefeituras têm que estar envolvidas, o governo do estado tem que estar envolvido”, reforçou Liliana Barros, também organizadora.

A deputada estadual Rosa Amorim (PT) esteve presente na manifestação e destacou o reforço da rede de proteção do estado.

“Estamos aqui para dizer basta. Mulheres morrem todos os dias e a sociedade precisa acordar para isso e principalmente o estado. Pernambuco, e a gente vem batendo nessa tecla, nós não temos delegacias especializadas das mulheres em todas as regiões do Estado, as delegacias não funcionam 24 horas e principalmente no pico da violência: final de semana e nas madrugadas. Apresentamos diversos requerimentos, indicações para ampliar as delegacias e fazer com que elas funcionem 24 horas”, disse ao Diario.

Mais de Vida Urbana

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas