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Problema dos buracos em Olinda só aumenta após dias de chuva; moradores cobram solução permanente

Reportagem do Diario de Pernambuco transitou por avenidas de Olinda, nesta quinta (9), e conversou com moradores que criticaram as "soluções paliativas" da Prefeitura de Olinda

Diario de Pernambuco

Publicado: 09/04/2026 às 14:28

Motoristas não conseguem desviar dos buracos em algumas avenidas de Olinda/Rafael Vieira/DP

Motoristas não conseguem desviar dos buracos em algumas avenidas de Olinda (Rafael Vieira/DP)

Após os alagamentos provocados pelas chuvas, o problema dos buracos em ruas e avenidas de Olinda, no Grande Recife, torna-se ainda maior para motoristas que circulam diariamente pelas vias da cidades.

Para os condutores, entrevistados pelo Diario de Pernambuco nesta quinta-feira (9), esse é um problema considerado antigo na cidade.

“Os buracos sempre existiram aqui, em Olinda, e, na gestão dessa prefeita, foi que piorou. O município é considerado a ‘cidade do buraco’”, classificou o comerciante Rogério José, de 65 anos, que trafega todos os dias pela cidade.

“Na Avenida Antônio da Costa Azevedo, do começo ao fim é cheia de buracos. Jardim Atlântico, cheio de buracos. Ouro Preto, cheio de buracos”, completou, reforçando que o problema vai bem além dos bairros visitados pela reportagem do Diario.

Nesta quinta (09), a equipe trafegou pelas avenidas Perimetral, Antônio da Costa Azevedo e Transamazônica, região entre Peixinhos e Jardim Brasil, onde foram constatadas as frequentes tentativas dos motoristas de desviar dos buracos, algo que pode gerar acidentes nas vias.

Mas, dependendo da localidade, não é possível sequer desviar. Quem precisa circular com frequência em vias tão deterioradas termina precisando arcar com o prejuízo arcado com a manutenção do seu veículo.

“É um descaso total. Estamos abandonados na questão de estrutura viária. Tem muito buraco, principalmente em locais que causam enchentes, e isso acaba trazendo prejuízo para gente que passa frequentemente, pois fura o pneu, empena a jante, entre outros prejuízos”, reclama Kennedy Miguel, de 22 anos, que trabalha como motorista de aplicativo em Olinda.

“Quando vamos consertar esses problemas, o valor gira em torno de R$ 80 a R$ 90”, ressaltou Kennedy Miguel, de 22 anos, que trabalha como motorista de aplicativo em Olinda.

Segundo os condutores ouvidos pela reportagem do Diario, as ações feitas pela a Prefeitura de Olinda são apenas “trabalhos paliativos”, não trazendo uma solução concreta para os problemas.

“Outra vez fizeram um protesto aqui e depois de 40 minutos chegou um caminhão para colocar esses gelos baianos que não estão servindo de nada. São trabalhos paliativos para o inverno”, destacou Rogério José.

O que diz a Prefeitura de Olinda

Por meio de nota, a Prefeitura de Olinda afirmou que a Avenida Perimetral já está passando por serviços de recapeamento, executados pela Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), vinculada ao Governo do Estado, em parceria com a gestão municipal.

Com relação à Avenida Costa Azevedo, a gestão municipal informou que a via se encontra em fase de elaboração de projeto e orçamento, etapas necessárias para a abertura do processo licitatório que viabilizará o recapeamento total.

Já a Avenida Transamazônica está inserida, segundo a prefeitura, no cronograma da Operação Tapa-Buracos 2026, com previsão de execução nos próximos meses.

Enquanto os trabalhos não são iniciados, nem concluídos, as pessoas que trafegam diariamente por essas vias ficam na esperança que esse problema seja resolvido.

“O meu desejo é que, de fato, a Secretaria de Obras do município caia em campo e faça um serviço de qualidade para resolver a situação do município, porque esse serviço paliativo, infelizmente, não se resolve”, finalizou Kennedy Miguel.

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