Associação apoia pacientes de transplante de fígado há 24 anos no Recife
APAF oferece suporte social para garantir continuidade do tratamento no Hospital Oswaldo Cruz
Publicado: 08/04/2026 às 20:57
Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado (APAF) atua com pacientes atendidos pela Unidade de Transplante de Fígado do Hospital Oswaldo Cruz (Foto: Divulgação)
Era 2001 quando cinco amigos decidiram se unir em prol de uma medicina que contasse também com o reforço de um suporte social. Assim nasceu a Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado (APAF). Desde então, são 24 anos apoiando pacientes atendidos pela Unidade de Transplante de Fígado do Hospital Oswaldo Cruz (UTF/HUOC), em Santo Amaro, no centro do Recife.
“Não seria possível tratar as pessoas sem considerar essas questões sociais relevantes, como transporte, estadia, alimentação e medicações. Os pacientes chegavam até o serviço e não tinham como ficar ou como custear isso. Então esse é o suporte para que o tratamento consiga fluir com sucesso”, conta a gerente-executiva da APAF, Glauce França.
Tudo começou, com um caso que chocou médico chefe da Unidade de Transplante de Fígado (UTC) do Hospital Oswaldo Cruz, o cirurgião e hepatologista Cláudio Lacerda, um dos fundadores e presidente emérito da APAF: uma paciente de 12 anos recém-transplantada não conseguiu arcar com a passagem de ônibus para dar continuidade ao acompanhamento médico e infelizmente faleceu.
Essa foi a motivação para lutar contra as falhas na rede de apoio aos pacientes, conta o também fundador da APAF, o empresário Luiz Araújo.
“Foi muito chocante. Cláudio é muito meu amigo, estávamos reunidos e ele comentou que tinha feito um transplante perfeito. Um mês depois ele disse que a paciente atrasou o seguimento do tratamento porque não tinha o dinheiro da passagem. Quando ela retornou, estava com necrose do fígado e faleceu”, conta.
Atualmente, a APAF opera de forma integrada à Unidade de Transplante de Fígado do Hospital Oswaldo Cruz, onde financia uma equipe de profissionais para garantir o acolhimento, orientação e marcação de consultas dos pacientes assistidos. Por mês, em média 600 pacientes são atendidos no ambulatório.