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Advogado diz que Justiça mandou desocupar área do Pilar, mas moradores recorreram por não terem para onde ir

Na segunda (6), imóvel desabou e deixou dois mortos e dois feridos. Advogado de famílias quer indenização ou auxílio para quem perdeu moradias

Diario de Pernambuco

Publicado: 07/04/2026 às 15:23

Animal foi resgatado com vida na manhã desta terça (7)/Foto: Marina Torres/DP

Animal foi resgatado com vida na manhã desta terça (7) (Foto: Marina Torres/DP)

A área da tragédia do Pilar, no Centro do Recife, é alvo de uma disputa judicial, segundo o advogado que defende os moradores da comunidade.

Nesta terça (7), horas depois de um casarão desabar e provocar a morte de um casal e deixar outras duas pessoas feridas, o defensor Marcondes Lins, que representa parte das famílias da localidade, detalhou o problema.

Ele afirmou que, no ano passado, a Justiça havia determinado a saída dos moradores que viviam no entorno e até dentro dos muros do casarão, em moradias irregulares.

No entanto, como não havia “alternativas concretas” para propor aos moradores, a defesa optou por recorrer da decisão judicial, fazendo com que as pessoas ficassem na área de risco.

‘A Justiça mandou desocupar, mas não apresentou plano para levar as pessoas. Era para colocar eles na rua. Ninguém tinha para onde ir ”, observou, em entrevista à TV Guararapes.

Ainda de acordo com Marcondes, com a entrada de agravo de instrumento, a decisão da Justiça foi suspensa.

“A prefeitura veio procurar moradores para propor indenização, só que eles acharam irrisório o valor. Tinha proposta de R$ 10 mil”, observou.

Marcondes disse, ainda, que o processo está parado na Justiça.

“ A procuradoria da Prefeitura ingressou com petição. O Ministério Público recomendou a acomodação das pessoas, mas não aconteceu. A prefeitura disse que tem prazo para resolver a situação”, declarou.

Diante disso, Marcondes afirmou que espera que a prefeitura procure os moradores para propor uma indenização ou acomodação e auxílio moradia.

“O imóvel não tem propriedade. É de uso do município”, acrescentou.

 

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