Mortos e feridos no Pilar: 17 moradias na área do desabamento de casarão no Recife devem ser desocupadas, diz Defesa Civil
A defesa Civil foi até a comunidade do Pilar, nesta terça (7), horas depois da tragédia, que deixou dois mortos e dois feridos. Prefeitura alerta para necessidade de retirada das pessoas em áreas de risco
Publicado: 07/04/2026 às 09:58
Restos do casarão que desabou no Pilar foram isolados pela Defesa Civil do Recife (Marina Torres/DP)
A Defesa Civil do Recife informou, nesta terça (7), que existem 17 moradias na área da tragédia do Pilar, no Centro da cidade, em situação irregular e que precisam ser desocupados.
Na noite de segunda (6), um casarão desabou, provocando a morte de um casal e ferimentos em um homem e em uma mulher.
Os feridos estão em situação estável no Hospital da restauração (HR), no Derby, na área central da capital, segundo a unidade de saúde.
Em entrevista ao Diario, o secretário-Executivo de Defesa Civil do Recife, coronel Cássio Sinomar, informou que dessas 17 moradias, são 10 na área interna do casarão e sete na parte externa.
“O imóvel que caiu tinha alta gravidade de risco. As pessoas devem se deslocar para um local seguro. ”, afirmou o coronel.
Ainda segundo Cássio Sinomar, a prefeitura está fazendo um trabalho de conscientização das pessoas que moram na área do Pilar, pois é uma "área de muito risco".
“Temos um casal, uma criança e mais quatro pessoas que já se mobilizaram para deixar a área. Mas também existem donos de imóveis e gente que tem casas alugadas e que devem deixar esses locais. O trabalho é mostrar a todos que é necessário ir para abrigos. Temos opção para dar auxílio-moradia e tratar de indenizações”, afirmou.
O secretário-executivo de Defesa Civil disse, ainda, que há pessoas que resistem aos apelos da prefeitura.
“Entramos na Justiça para tirar essas pessoas. Algumas recorreram para ficar. Temos uma decisão da justiça para retirar e demolir, mas mesmo assim elas ficaram”, declarou.
Sinomar afirmou também que o casal que morreu estava em situação irregular e está na lista de moradores que buscou a Justiça para ficar na área de perigo.
“A Prefeitura está em alerta. São muitas ocorrências. Por isso, as pessoas precisam seguir a Defesa Civil. Sabemos que existem pessoas em situação de vulnerabilidade, mas é necessário seguir as orientações”, acrescentou.