"Vai facilitar pra ir e pra voltar", avalia morador sobre a Ponte Júlia Santiago, entre Areias e Imbiribeira
A reportagem do Diario conversou com pedestres e motoristas que circulam diariamente pelos bairros de Areias e Imbiribeira, nesta sexta (27), durante entrega da Ponte Júlia Santiago; eles aprovaram nova obra da Prefeitura
Publicado: 27/03/2026 às 13:13
Ponte Júlia Santiago liga os bairros de Areias e Imbiribeira (RAFAELVIEIRA/DP)
“Antes a gente levava até 40 minutos. Agora vai facilitar tanto pra ir quanto pra voltar.” A fala do morador Murilo Silva, de 53 anos, resume o impacto da nova Ponte Júlia Santiago, entregue nesta sexta-feira (27) pela Prefeitura do Recife.
A estrutura liga os bairros de Areias e Imbiribeira e promete mudar a rotina de quem depende do deslocamento entre a zona oeste e a zona sul da cidade.
Com cerca de 300 metros de extensão, quatro faixas de rolamento e espaços para pedestres e ciclistas, a ponte é, segundo a gestão municipal, a maior obra do tipo realizada no Recife nos últimos 40 anos.
A expectativa é de reduzir em até 40% o tempo de deslocamento entre importantes corredores viários.
Na prática, a mudança já é percebida por quem circula diariamente pela região.
O pedreiro Lucílio dos Santos Parnaíba, de 62 anos, conta que o tempo de viagem caiu pela metade.
“Antes eu levava uns 15 minutos de moto. Agora posso fazer em 7 minutos. É só subir a ponte e pronto. Adiantou muito”, disse.
Morador de Areias, ele lembra que precisava fazer um longo desvio pela Avenida Recife.
“Era muito movimento, acidente direto. Agora ficou bem melhor.”
Para o motorista Hilton Arocha, de 62 anos, que há mais de 40 anos dirige pela cidade, a diferença também é significativa.
“Dependendo do trânsito, eu levava de 30 a 40 minutos. Agora, em 10 minutos estou lá”, afirmou.
Ainda precisa melhorar
Ele acredita que a nova ligação deve ajudar a desafogar o trânsito, mas faz um alerta. “Ainda precisa melhorar o fluxo mais à frente, perto da Via Sul, que é muito carregado.”
Já o mecânico automotivo Marlon Sebastião, de 27 anos, destaca o impacto para quem vem de áreas mais afastadas.
“Vai ajudar muito, principalmente pra quem vem de Cajueiro Seco. É um pulo, fica bem mais rápido”, disse.
O morador Edmilson Almeida Cavalcante, de 62 anos, reforça a importância da obra para o acesso a serviços essenciais.
“Eu gastava quase uma hora pra chegar no hospital. Agora, com essa ponte, dá uns 15 minutos a pé e uns 5 minutos de carro”, contou.
Segundo ele, além de reduzir o tempo, a ponte também deve melhorar a mobilidade geral da região.
“Vai diminuir o congestionamento, porque antes era muito complicado.”
A nova estrutura conecta as avenidas Recife e Mascarenhas de Moraes, um dos principais eixos de mobilidade da cidade.
Além da ponte, o projeto inclui intervenções no entorno, como alargamento de vias, implantação de ciclofaixa, requalificação urbana e novos abrigos de ônibus.
Eixo de integração viária
Considerada pela Prefeitura como uma das principais intervenções recentes em mobilidade urbana no Recife, a Ponte Júlia Santiago integra um conjunto de obras voltadas à melhoria do tráfego entre as zonas oeste e sul da cidade.
A estrutura funciona como um novo eixo de ligação entre importantes corredores viários, reduzindo a necessidade de longos desvios e distribuindo melhor o fluxo de veículos.
Projetada para atender diferentes modais, a ponte contempla motoristas, ciclistas e pedestres, além de contribuir para a reorganização do trânsito no entorno.
“Obra esperada há décadas”
Durante a inauguração, o prefeito João Campos destacou a importância histórica da ponte.
“É uma obra sonhada há mais de 50 anos e que agora se torna realidade, encurtando um percurso que antes demorava quase meia hora”, afirmou.
Ele ressaltou que a intervenção vai além da ponte.
“Não é só a travessia, mas todo um sistema viário com requalificação de avenidas e novas conexões para melhorar o fluxo.”
João Campos também lembrou que o projeto era antigo e precisou ser viabilizado. “Era algo que muitos diziam que não dava para fazer, mas conseguimos tirar do papel.”