Corpo de paratleta arremessado de prédio é cremado no Recife
Família da vítima, natual do Mato Grosso do Sul, fez campanha para arrecadar valor suficiente para cremação
Publicado: 12/03/2026 às 19:02
Paratleta Maykon Douglas de Jesus Almiron (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O corpo do paratleta Maykon Douglas de Jesus Almiron, arremessado de um prédio em Boa Viagem, foi cremado nesta quinta-feira (12) no Recife após a família realizar uma campanha de arrecadação online. O atleta foi morto no dia 13 de fevereiro e os familiares, que moram no estado do Mato Grosso do Sul, enfrentaram dificuldades para saber do paradeiro do cadeirante.
“Graças às doações recebidas e ao apoio do Grupo Amorim Crematório, hoje se encerra um ciclo de profunda dor para a mãe de Maykon, o paratleta olímpico que teve sua vida tragicamente tirada. Que este momento represente, ao menos, um pouco de dignidade, respeito e paz diante de uma perda tão irreparável”, informou a advogada da família, Emilly Amaral.
Maykon morreu após ser lançado do quarto andar de um prédio junto com sua cadeira de rodas elétrica. O principal envolvido no caso, segundo a polícia, é Thiago Regalado Carvalheira, de 35 anos. Ele teria cometido o ato durante um surto e, em seguida, também se jogou do edifício, morrendo no local.
Antes da queda, Thiago apresentou comportamento agressivo dentro do apartamento onde estava. Uma amiga dele e uma empregada doméstica conseguiram deixar o imóvel a tempo. Maykon, porém, permaneceu em um dos quartos e acabou sendo arremessado pela janela.
Cadeirante foi enterrado como indigente
Mesmo tendo sido encontrado com um documento de identidade, o corpo de Maykon foi sepultado como indigente cerca de 12 dias após o crime, no Cemitério Parque das Flores. A mãe da vítima, a cozinheira Marta Almorin, de 48 anos, viajou ao Recife para tentar resolver os procedimentos legais necessários para retirar o corpo e autorizar a cremação.
De acordo com os familiares, a morte só chegou ao conhecimento no mesmo dia em que o sepultamento ocorreu. Eles souberam do caso pela internet, depois que o delegado Rodrigo Bello divulgou um vídeo relatando o crime com o objetivo de localizar parentes da vítima.
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Os familiares contestam o fato de Maykon ter sido enterrado como indigente, argumentando que ele estava identificado e possuía documentos. Já a Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que o corpo foi recolhido sem documentação, o que impediu a identificação de familiares naquele momento.