Impactos de duplicação da BR-232 entre São Caetano e Arcoverde serão apresentados na terça (10)
Estudos de impacto ambiental das obras de duplicação da BR-232 serão apresentados em audiências públicas no Agreste e Sertão
Publicado: 09/03/2026 às 09:51
Trecho da BR-232, no interior de Pernambuco, é alvo de audiência pública sobre duplicação (Governo do estado)
A duplicação de um novo trecho da BR-232, no interior de Pernambuco, será tema de audiências públicas marcadas para a terça (10).
Segundo a Agência Pernambucana de meio Ambiente (CPRH), nos encontros serão apresentados estudos de impacto ara as obras que devem ser executadas no trecho entre São Caetano, no Agreste, e Arcoverde, no Sertão.
As audiências também vão tratar do licenciamento para obras de restauração da rodovia.
Elas vão acontecer em Arcoverde, às 9h, na Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA), e às 15h, no Hotel Lacazzona, em Belo Jardim, no Agreste.
Como será
Nos dois momentos, haverá apresentação e discussão do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do projeto, seguido por participação da população com sugestões, questionamentos e dúvidas.
Entenda os projetos
O trecho de intervenção da obra de duplicação tem 109 quilômetros de extensão e atinge seis municípios: São Caetano, Tacaimbó, Belo Jardim, Sanharó, Pesqueira e Arcoverde.
A população dos seis municípios é de mais de 295 mil habitantes, de acordo com o censo 2022.
Conforme o EIA/RIMA, a obra tem um investimento total preliminar estimado em R$ 272,3 milhões.
A BR 232 é considerada o principal corredor de transporte da região central de Pernambuco, atendendo a circulação de pessoas e mercadorias. Com a duplicação são previstos benefícios econômicos, sociais e técnicos.
Segundo o governo, na economia a duplicação pode resultar na diminuição do tempo de circulação; redução do custo final do transporte; geração de empregos e aumento da competitividade dos produtos e redução de custos de possíveis acidentes.
Na área social, ainda segundo o estado, a obra deve provocar o aumento da segurança na circulação de veículos e de pedestres; redução de acidentes; organização de circulação de veículos e ordenamento do fluxo do tráfego local. Na parte técnica: ampliação da capacidade de tráfego da rodovia; melhorias nos acessos urbanos e rurais; mais conforto e segurança ao pedestre; implantação de vias marginais para melhorar a trafegabilidade da rodovia principal; implantação de manutenção preventiva e corretiva de serventia e função estrutural.
Com relação aos possíveis impactos ambientais, previstos para as fases de instalação e operação, haverá adoção de programas ambientais específicos, possibilitando a redução de efeitos negativos, com a proteção do meio ambiente e da população. Estudos já realizados atestam que a execução do empreendimento é mais vantajosa do que a atual situação da rodovia.