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Tentativas e casos consumados de feminicídio por arma de fogo cresceram 36% no Grande Recife em 2025, diz relatório

Dados são do Relatório anual do Instituto Fogo Cruzado. Levantamento revelou o número de casos de uso de arma de fogo para tentativas de feminicídio cresceu 36% na Região Metropolitana do Recife em 2025

Nicolle Gomes

Publicado: 26/02/2026 às 13:55

Números de feminicídio avançam e precupam autoridades/Foto: Depositphotos/Agência Câmara de Notícias

Números de feminicídio avançam e precupam autoridades (Foto: Depositphotos/Agência Câmara de Notícias)

Tentativas e casos consumados de feminicídio por disparos de arma de fogo cresceram 36% no Grande Recife em 2025. Foram 15 ocorrências contabilizadas, que deixaram em 9 mulheres mortas e 6 feridas na localidade no último ano, segundo o Relatório anual do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta quinta (26).

Na Região Metropolitana do Recife, em 2024, foram registrados 11 casos de feminicídio ou tentativa de feminicídio com armas de fogo, que resultaram em 9 mortes e 2 em feridas.

Dos 1.718 baleados no Grande Recife em 2025, 120 são mulheres, detalha o levantamento. Além disso, 22% delas estavam dentro de casa quando foram baleadas, revela a pasta.

Crianças e adolescentes

Ainda segundo o estudo, 148 pessoas de 0 a 17 anos foram baleadas na região no último ano. O número é o maior desde 2019, quando o monitoramento na localidade iniciou.

Do total, 16 foram crianças de até 11 anos foram baleadas na RMR ao longo do ano passado, conforme as informações da pesquisa. Quatro delas morreram. Entre adolescentes de 12 a 17 anos, 132 foram atingidos por disparos de arma de fogo e 93 vieram a óbito.

Ainda segundo o levantamento, 96% dos adolescentes pernambucanos baleados foram vítimas de ataques diretos. O Fogo Cruzado aponta, ainda, que isso evidencia “que a violência contra esse grupo é, em sua maioria, intencional”.

Tiroteios

O ano passado teve, em média, quatro tiroteios por dia no Grande Recife. Ao todo, foram contabilizadas 1.483 ocorrências na região. O número representa uma redução de 15% nos tiroteios em relação a 2024, quando 1.748 casos foram registrados.

“Os dados indicam a persistência de níveis elevados de letalidade, mesmo diante do investimento contínuo em policiamento ostensivo e da ampliação do aparato de segurança pública”, afirma a pasta.

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