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TRÁFICO

Operação do Ministério Público da Bahia prende, em Petrolina, líder do Comando Vermelho

A prisão do líder do Comando Vermelho em Petrolina fez parte da terceira fase da Operação "Premium Mandatum" contra integrantes de organização criminosa com atuação em Senhor do Bonfim e norte da Bahia

Diario de Pernambuco

Publicado: 05/02/2026 às 14:51

Operação do MPBA entrou na sua terceira fase com deflagração em Petrolina e prisão de líder do CV/DIVULGAÇÃO/MPBA

Operação do MPBA entrou na sua terceira fase com deflagração em Petrolina e prisão de líder do CV (DIVULGAÇÃO/MPBA)

Em operação deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), nesta quinta-feira (5), foi preso em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, um líder do Comando Vermelho na região.

Conforme o MPBA, ele era foragido, com mandado em aberto por tráfico de drogas, e também foi detido em flagrante por posse ilegal de armas.

Durante a ação, foram apreendidas quatro armas, entre espingardas e pistolas, além de munições e telefone celular.

A prisão do líder do Comando Vermelho, em Petrolina, fez parte da terceira fase da Operação “Premium Mandatum” contra integrantes de organização criminosa com atuação em Senhor do Bonfim e norte da Bahia.

A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Norte (Gaeco Norte) e pela 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim.

E contou com apoio do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (BEPI-PE) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado Caatinga (Cipe-Caatinga).

As medidas foram determinadas pela Vara Criminal da Comarca de Senhor do Bonfim-BA.

Os alvos desta quinta, segundo o MPBA, não haviam sido localizados durante a deflagração anterior da operação, quando foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão na Bahia, nas cidades de Senhor do Bonfim e Juazeiro, além de alvos em Santa Catarina.

À época, os investigados exerciam funções estratégicas na hierarquia do grupo criminoso, atuando como líderes, gerentes e facilitadores do esquema.

A terceira fase aprofunda as investigações que, nas duas primeiras etapas, resultaram na denúncia de 48 pessoas ligadas ao setor financeiro do esquema e em bloqueio judicial de R$ 44 milhões do grupo criminoso.

Estrutura hierárquica

Segundo investigações do MPBA, a facção possui estrutura hierárquica bem definida, com um comando estratégico que ditava ordens de dentro do sistema prisional.

Um dos líderes do grupo, mesmo encarcerado, comandava operações violentas, incluindo a ordem para execução de homicídios, e gerenciava a logística do tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas.

O esquema contava com a participação consciente de familiares, que, como facilitadores, cediam suas contas bancárias para pulverizar os valores e dificultar o rastreamento pelas autoridades.

Para o MPBA, a deflagração da terceira fase é crucial para desmantelar a cadeia de comando e interromper o fluxo de capital que financiava as atividades criminosas do grupo, que incluem, além do tráfico, homicídios e o comércio de armas.

Com o material apreendido, novas provas serão produzidas para desarticular completamente a rede de lavagem de dinheiro e responsabilizar todos os envolvidos na estrutura criminosa.

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