Pernambuco é o quinto estado do Brasil com maior número de casos de hanseníase
Segundo dados parciais do Ministério da Saúde, Pernambuco contabilizou 1.453 novos casos de hanseníase em 2025, 14,2% a menos do que no ano anterior
Publicado: 21/01/2026 às 13:56
Apesar da redução de 14,2% em relação a 2024, o estado está entre os cinco do país com maior número de casos (DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA SAÚDE)
Apesar de apresentar uma redução de 14,2% no número de novos casos de hanseníase, Pernambuco figura como quinto estado do Brasil com o maior número de ocorrências registradas da doença em 2025.
Segundo dados parciais do painel do Ministério da Saúde, Pernambuco contabilizou no ano passado 1.453 novos casos.
Se comparar com 2024, ano em que o Estado notificou 1.693, houve uma redução de 240 novos casos, o que significa uma redução de 14,2%.
Em todo o Brasil, o estado que mais registrou novos casos da doença em 2025 foi Mato Grosso com 4.276 casos. Na sequência aparecem Maranhão (1.758), Bahia (1.748) e Pará (1.489).
Apesar desses números, o país apresenta uma redução de 7,3% em relação a 2024, quando foram registrados 22.254. No ano passado, em todo território nacional foram registrados 20.632.
Cidades com mais casos em 2025
Conforme o Ministério da Saúde, a cidade que contabilizou o maior número de casos novo de Hanseníase no estado foi Petrolina, no Sertão de Pernambuco, com 255 notificações.
Fechando o top-5 estão: Recife (217), Jaboatão dos Guararapes (126), Cabo de Santo Agostinho (84) e Camaragibe (34).
Apesar desses números contabilizados nessas cidades, apenas Camaragibe e Jaboatão, que figuram no top-5 de Pernambuco, apresentaram aumento no quantitativo de novos casos em relação a 2024, com alta de 112,5% e 5,9% respectivamente. 19 municípios pernambucanos não registraram caso em 2025.
Mobilização
Como forma de tentar diminuir o quantitativo na capital pernambucana, a Secretaria de Saúde do Recife irá promover nesta quinta-feira (22) uma mobilização de saúde na Praça do Carmo, no bairro de Santo Antônio, área central da cidade.
A ação, que integra a programação municipal do Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização e ao combate à hanseníase, acontece das 8h às 14h. Haverá oferta de atendimentos gratuitos, avaliações clínicas e atividades educativas.
Segundo a gestão municipal, durante a mobilização, a população terá acesso a consultas dermatoneurológicas realizadas em unidade móvel, facilitando o diagnóstico precoce da doença.
Equipes de saúde também atuarão no entorno da praça com ações educativas, orientações sobre sinais e sintomas da hanseníase e distribuição de materiais informativos, reforçando a importância da procura imediata pelos serviços de saúde pelo primeiro sinal de alteração na pele ou na sensibilidade.
Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) afirmou que tem implementado um conjunto de estratégias integradas para o controle da hanseníase, focando tanto na detecção precoce e tratamento quanto no fortalecimento da vigilância, capacitação profissional e mobilização social.
Segundo a pasta, as principais ações incluem a capacitação contínua de profissionais e agentes comunitários; programação anual e vigilância epidemiológica estruturada; campanhas de conscientização e mobilização social; fortalecimento da rede laboratorial e apoio técnico; e articulação com serviços especializados, que são o Hospital Otávio de Freitas (HOF) e o Hospital Geral da Mirueira (HGM).
"Essas estratégias refletem um compromisso ampliado da gestão estadual em atacar determinantes da hanseníase, promover detecção precoce e reduzir a transmissão, ao mesmo tempo em que buscam integrar a comunidade e os serviços de saúde na resposta ao agravo", finalizou a nota da SES-PE.
O que é hanseníase
Hanseníase é uma doença causada por uma bactéria que atinge a pele e os nervos periféricos. Ela evolui de forma lenta e, quando não tratada ou tratada tardiamente, pode causar deficiências.
Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele com perda ou alteração de sensibilidade, assim como dormências, formigamentos e perda de força em mãos, pés ou olhos.
O reconhecimento precoce desses sintomas é fundamental para evitar incapacidades físicas e interromper a transmissão da doença. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamento gratuito para a doença.