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Nota mil na redação do Enem: jovem diz que foi avisado por amiga, de madrugada: "surpresa e êxtase"

O resultado foi confirmada na madrugada desta sexta-feira (16); Wellington é o segundo pernambucano a tirar nota máxima na redação do Enem

Cadu Silva

Publicado: 16/01/2026 às 13:12

Wellington Ribeiro, 19 anos, tirou 1000 na redação/Arquivo Pessoal/Wellington Ribeiro

Wellington Ribeiro, 19 anos, tirou 1000 na redação (Arquivo Pessoal/Wellington Ribeiro)

O pernambucano Wellington Ribeiro, de 19 anos, é um dos dois pernambucanos que tiraram nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em entrevista  ao Diario de Pernambuco, o rapaz, que pretende fazer direito, contou que o resultado foi descoberto de forma inesperada, após o aviso de uma amiga durante a madrugada desta sexta-feira (16).

“Foi de surpresa. Uma amiga me avisou que a tinha saído as notas por volta de 00h50. Quando eu entrei para ver, eu me assustei. Fiquei em êxtase”, disse.

O tema da redação foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Wellington explicou que utilizou referências literárias, históricas e sociológicas para construir a argumentação.

“Meu repertório foi Clarice Lispector, com o conto ‘Feliz Aniversário’. Eu puxei para o eixo histórico e citei a Lei dos Sexagenários, que excluiu os idosos e citei os idosos escravizados”, afirmou. No segundo parágrafo de desenvolvimento, ele acrescentou outro autor. “No movimento dois, citei o sociólogo Rui Braga.”

Segundo o estudante, a redação foi estruturada seguindo o modelo exigido pelo Enem. “Eu fui fazendo na ordem: introdução, desenvolvimento um, desenvolvimento dois e a conclusão. No final, a redação precisa ter uma solução, uma proposta de intervenção”, explicou.

No dia da prova, Wellington contou que sua estratégia foi observar primeiro o tema da redação. “Eu sempre começo vendo o tema, porque, geralmente é um susto. Esse ano, para mim, foi um alívio”, disse. Em seguida, resolveu a prova de Linguagens e alternou o tempo entre as questões e a escrita do texto. “Eu fui fazendo Linguagens e redação, trocando, e deixei Matemática para depois.”

A preparação para o Enem incluiu cursinhos presenciais no Recife, como o de Fernanda Pessoa. “Eu fiz cursinhos aqui na cidade e a maioria deles foi presencial, porque tenho mais facilidade quando a aula está acontecendo na minha frente”, afirmou. Na reta final, a rotina foi intensificada. “Quanto mais a prova chegava perto, mais eu escrevia. No último mês, eu fazia pré-prova e escrevia duas redações por semana. Então, é difícil, porque escrever texto não é fácil”, contou.

Residente do bairro de Campo Grande, na zona Norte do Recife e formado no ensino médio aos 18 anos, Wellington dedicou um ano exclusivamente à preparação. “Esse foi meu primeiro ano de cursinho”, contou. Atualmente, ele tem 19 anos.

Além do bom desempenho na redação, o estudante também obteve nota elevada em Matemática, com 820,3. Embora tenha mais afinidade com a área de humanas, ele revelou que também gosta de exatas. “Eu gosto muito de Humanas, mas, por incrível que pareça, eu gosto muito de Matemática. O que pesa mais para mim são as Ciências da Natureza, como Física, Química e Biologia.”

Com o resultado, Wellington agora aguarda os próximos passos para o ingresso em uma universidade pública. “É um momento de muita alegria”, concluiu.

Outro pernambucano

O pernambucano Caio Silva Braga, de 18 anos, tomou um susto ao descobrir que também havia tirado a nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Estudante do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele garante que fez a prova apenas “por fazer” e que não esperava o resultado.

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