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Edifício 13 de Maio: demolição será sem explosivos e terá parte manual

Informações foram dadas nesta terça (6), pelo diretor da construtora Nova Terra, responsável pela demolição do Edifício 13 de Maio, situado no Centro do Recife

Nicolle Gomes

Publicado: 06/01/2026 às 13:09

Com 12 pavimentos, o prédio foi abandonado antes mesmo de ser concluído, na década de 1950, pela imobiliária União/Foto: Crysli Viana/DP Foto

Com 12 pavimentos, o prédio foi abandonado antes mesmo de ser concluído, na década de 1950, pela imobiliária União (Foto: Crysli Viana/DP Foto)

O Edifício 13 de Maio, "esqueleto" que corre risco de desabamento, no Centro do Recife, será demolido sem o uso de explosivos e o serviço terá partes manuais e mecanizadas.

A informação foi dada em entrevista coletiva nesta terça (6), por Bernardo Dornelas, diretor da construtora Nova Terra, responsável pela demolição do imóvel. O processo de demolição deve durar oito meses e custará R$ 1,6 milhão, segundo a Prefeitura do Recife.

Do topo do prédio até o quarto pavimento, o trabalho será manual, segundo Dornelas. A partir daí, a demolição será mecanizada, utilizando escavadeiras hidráulicas e acopladas, uma etapa mais rápida do que a primeira.

“Nesse tipo de edificação aqui, por ser uma edificação onde você tem muitas, muitas residências no seu entorno, é impossível basicamente fazer uma demolição com explosivos aqui. Então, a gente tem uma demolição mecanizada. E por causa da grande quantidade de entornos, a gente não consegue fazer um tombamento da estrutura”, expôs.

Todo o material da primeira parte da demolição servirá de suporte para o maquinário, acrescentou Dornelas.

“Se faz necessário uma demolição manual no topo da estrutura, onde todos os entulhos vão ser jogados para a parte inferior da estrutura e vão servir de suporte e de rampa para que nosso maquinário possa subir até o quarto pavimento e iniciar uma demolição mecanizada só daí que ela é feita de forma mais célere, do que a manual”.

No máximo 15 funcionários devem trabalhar na demolição do Edifício 13 de Maio. A previsão da construtora é de que o serviço em campo tenha início entre o fim de janeiro e início de fevereiro.

“A gente não consegue aumentar demais a quantidade de funcionários, porque aumentaria de forma indevida o risco necessário para a execução”, destacou Bernardo.

Interdições de prédios ou trânsito do entorno estão sendo avaliadas em conjunto com a Defesa Civil do Recife.

“Nós vamos fazer uma avaliação em conjunto, a empresa, os moradores, a Defesa Civil, para conseguirmos achar a melhor forma de trabalhar aqui. Logicamente, para a gente tá trabalhando, quanto mais área a gente tiver de trabalho é melhor, mas a gente entende o desconforto que causa a população. Então, com certeza, precisa ter essa consciência da população e esse entendimento da área que vamos isolar”, afirmou.

Sobre o Edifício 13 de Maio

O Edifício 13 de Maio está abandonado há 65 anos, antes mesmo de ser construído totalmente. A estrutura tem 12 pavimentos, e é localizada na rua da União, nº 515, no bairro da Boa Vista, Centro da cidade.

O imóvel foi levantado pela antiga Imobiliária União e, hoje, é cercado de diversos tipos de imóveis, além do Ginásio Pernambucano, do Parque 13 de Maio e de edificações da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Com o passar dos anos, a estrutura precária começou a apresentar preocupações e riscos de desabamento para os moradores do entorno.

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