Feminicídio em Paulista: "Ele mandou mensagem para a filha de Sandra e pediu perdão", diz advogado
Assassinada dentro de casa, em Paulista, no domingo (15), Sandra Justino foi enterrada nesta terça (17). Ex-companheiro dela está preso
Publicado: 17/03/2026 às 10:53
Advogado da família de Sandra disse que suspeito preso é "cruel" (Cadu Silva/DP)
O corpo de Sandra Justino de Barros, de 37 anos, assassinada dentro de casa, no domingo (15), em Paulista, no Grande Recife, foi velado e enterrado, nesta terça (17), no Cemitério Morada da Paz, na mesma cidade.
O ex-companheiro dela, Antônio Carlos, foi preso na segunda (16), em Buíque, no Agreste.
Sandra, segundo laudo pericial, levou golpes com um objeto contundente e teve traumatismo craniano.
Antes do enterro, o advogado da família de Sandra, Sérgio Gonçalves, afirmou que Antônio Carlos chegou a enviar uma mensagem para a filha de Sandra, dizendo que praticaria o femincídio.
“Graças a Deus, esse meliante foi preso. É de estranhar que, momentos antes de efetuar esse feminicídio, ele mandou mensagem para a filha de Sandra, Informando que teria cometido feminicídio e pedindo perdão”, disse.
Ainda segundo o defensor, o ex-companheiro da vítima afirmou, na mensagem, que “estaria longe que ninguém ia encontrar ele”.
Relacionamento
O advogado disse, ainda, que Sandra não estaria feliz com o relacionamento com Antônio Carlos.
“Ela estava sendo ameaçada constantemente. Ele ameaçava as filhas dela também. É narcisista e cruel. Ele matou a mulher merece a pena máxima”, afirmou.
Relembre o caso
Moradores da região disseram que Sandra passou a madrugada entre o sábado (14) e o domingo (15) em um bar que fica nas proximidades do estabelecimento onde o suspeito trabalha.
De acordo com esses relatos, o homem teria permanecido por horas no local observando a vítima.
A filha de Sandra relatou nas redes sociais que recebeu mensagens enviadas pelo suspeito após o crime. Nos textos, ele pede desculpas a ela e confirma que esteve na residência da vítima, mas não explica o que teria ocorrido no local.
Sandra e o suspeito teriam sido casados por cerca de quatro anos e o relacionamento teria sido marcado por conflitos. A mulher seria vítima de agressões físicas durante o período em que esteve com o homem e que ele não aceitava o fim da relação.