Campanha de Lula cobra agilidade de Mendonça para divulgar sigilos
Petição conjunta apresentada no TSE prevê divulgação simultânea de dados bancários, fiscais e telefônicos. Camilo Santana e Boulos cobram rapidez para que informações sejam conhecidas antes do segundo turno
Publicado: 22/10/2026 às 15:04
Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, fala sobre a autorização para a quebra dos sigilos dos candidatos antes do segundo turno (ED ALVES/CB/D.A.Press)
As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram nesta quinta-feira (22), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma petição conjunta para autorizar a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos. No documento, pedem ao ministro André Mendonça que requisite os dados e determine a divulgação simultânea das informações em um site de acesso público ainda hoje.
Na saída do tribunal, o coordenador da campanha do presidente Lula, Camilo Santana, afirmou que Lula assinou pessoalmente a autorização e defendeu que a população tenha acesso aos dados antes do segundo turno, marcado para domingo (25). Segundo ele, o objetivo é permitir que os eleitores conheçam as informações relacionadas aos candidatos antes de decidir o voto. O documento estabelece que as autorizações sejam cumpridas até as 23h59 desta quinta-feira.
Pelo texto apresentado, Lula autoriza o levantamento dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de sua pessoa física, dos familiares indicados na petição inicial e do Instituto Lula, além da empresa LILS Palestras, Eventos e Publicações. Flávio, por sua vez, autoriza a abertura dos próprios sigilos, dos familiares mencionados no pedido e de empresas das quais seja sócio ou administrador. A autorização também inclui mensagens trocadas com Daniel Vorcaro e contas no Brasil e no exterior em que figure ou tenha figurado como titular, procurador, responsável financeiro ou usuário master, incluindo a Alcazar Holdings, no Santander.
A campanha petista também cobrou a inclusão de informações relacionadas a uma empresa que, segundo Camilo Santana e o presidente do PT, Edinho Silva, teria vínculos com William Tomás, citado por eles ao comentar suspeitas divulgadas pela imprensa. Santana afirmou que a campanha de Flávio havia apresentado ressalvas à divulgação desse material, mas acabou aceitando os termos negociados. A petição, segundo os representantes, busca garantir que as informações autorizadas por ambos sejam divulgadas nas mesmas condições.
Edinho afirmou que Lula não impôs restrições à abertura dos próprios dados e sustentou que a transparência deve alcançar todas as informações previstas no acordo. O dirigente petista defendeu que o Judiciário e o Ministério Público atuem com rapidez para que os documentos sejam disponibilizados antes da votação. Ele também afirmou que a população poderá acompanhar o cumprimento dos compromissos por meio da plataforma pública indicada na petição.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reforçou que a iniciativa partiu de Lula e criticou a demora de Flávio em aceitar o desafio. Segundo Boulos, a campanha do senador inicialmente condicionou a autorização à exclusão de uma empresa mencionada nas discussões. Ele afirmou que a expectativa é de que os dados sejam divulgados antes do domingo e cobrou agilidade do ministro André Mendonça. A efetiva abertura dos sigilos, porém, depende das providências das autoridades competentes e da disponibilização dos registros solicitados.
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