"Virada perfeitamente possível": Aliados de Lula em PE mostram convicção em reeleição
Diario conversou com aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante ato a favor do presidente ocorrido no Recife neste domingo (11)
Publicado: 11/10/2026 às 21:09
Senador Humberto Costa (PT), deputada estadual Dani Portela (PT), deutado estadual João Paulo (PT) e senadora Teresa Leitão (PT) (Fotos: Weslly Gomes/DP Foto | Sandy James/DP Foto | Sandy James/DP Foto | Weslly Gomes/DP Foto )
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confiam em uma virada do petista sobre o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições. Lula largou atrás na corrida pela presidência, após fica com 45,16% dos votos no primeiro turno, contra 47,03% do liberal. Agora o presidente enfrenta uma tendência eleitoral: nunca houve virada na disputa pelo poder Executivo nacional.
A duas semanas do segundo turno, as campanhas se reorganizam para convencer o eleitorado que não compareceu às urnas e para virar votos. Neste domingo (11), atos a favor do presidente aconteceram em todo o Brasil. No Recife, a mobilização aconteceu no centro da capital.
O evento reuniu diversas lideranças locais, como o senador Humberto Costa (PT), que afirmou que a virada de Lula é “perfeitamente possível”.
“Não vamos desanimar de forma alguma. Nós já temos um histórico de grandes viradas e lutas que eram consideradas impossíveis e que nós fizemos e ganhamos”, comentou.
Também estiveram presentes a senadora Teresa Leitão (PT), o deputado estadual João Paulo (PT) e a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e a deputada estadual mais votada de Pernambuco, Dani Portela (PT). Além deles, movimentos sociais e estudantis marcaram presença.
“O ato reúne trabalhadores, políticos, mandatários, muita juventude, muitas mulheres demonstrando que é a hora da virada”, comentou a senadora Teresa Leitão.
Apesar da marca que Lula terá que superar, a distância direta entre os candidatos nunca foi menor: 2.224.965 votos, o que alimenta a esperança petista. A abstenção é outro alvo fundamental: mais de 33,4 milhões de brasileiros que não foram às urnas são disputados por ambos os lados.
“Estamos trabalhando intensamente para levar todos os que não votaram e sem sombra de dúvida vamos reverter”, disse o deputado estadual reeleito João Paulo.
As mobilizações pró-Lula passam um recado de união da base governista que deve continuar, segundo a deputada estadual Dani Portela.
“A nossa tarefa agora é somar a essa ocupação nas ruas uma ocupação nas redes e na grande onda de virada. Essa onda já começou”, afirmou.
“Disputa desigual”
Apesar do otimismo, a ministra Luciana Santos destacou que a disputa entre Lula e Flávio pela presidência é “desigual”, e que a população tem se mobilizado para entender isso.
“As redes sociais têm dono e não somos nós. As redes são das big techs, que estão jogando pesado, como foi o caso de hoje de tirar o exército de Lula das redes, mas penso que a consciência coletiva vai crescer e nós vamos para cima buscar reverter os votos onde a gente perdeu”, acrescentou.
A ministra fez referência à decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, que derrubou, na manhã deste domingo (11), o canal de WhatsApp chamado “Exército do Lula”. A medida foi revertida no fim da tarde pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
A decisão, no entanto, foi alvo de críticas. “O que a gente tem que fazer é até o final dessa campanha, mobilizar, denunciar ações como a do presidente do TSE, que derrubou o Exército de Lula, mas nós vamos ganhar, pode ter certeza”, disse Humberto.