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Filha de Fux é um dos nomes de Flávio Bolsonaro para o STF

Se eleito, senador poderá indicar até quatro nomes para a Corte; desembargadora é a primeira da lista e pode ocupar a vaga do próprio pai

Estado de Minas

Publicado: 08/10/2026 às 09:54

A desembargadora Marianna Fux em aparição pública, em meio a discussões sobre sua possível nomeação ao STF/IAB/Divulgação

A desembargadora Marianna Fux em aparição pública, em meio a discussões sobre sua possível nomeação ao STF (IAB/Divulgação)

A desembargadora Marianna Fux está entre os primeiros nomes da lista do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para futuras vagas no Supremo Tribunal Federal. A indicação poderia ocorrer a partir de abril de 2028, quando o ministro Luiz Fux, pai da magistrada, se aposentará compulsoriamente. A informação foi revelada pela jornalista Juliana Piva, do ICL Notícias.

Luiz Fux está no Judiciário desde 1983 e tem 73 anos. Embora pudesse se aposentar antes, como fez seu conterrâneo Luís Roberto Barroso aos 67 anos, o ministro não demonstra intenção de antecipar sua saída. A próxima aposentadoria prevista na Corte é a da ministra Cármen Lúcia, que completará 75 anos em 2029.

Nos bastidores, comenta-se que Marianna Fux seria indicada para a vaga de Cármen Lúcia. Para a primeira vaga disponível, Flávio optaria pelo ministro Jorge Oliveira, antigo amigo de seu pai.

Atualmente, a substituição de Barroso está pendente. O presidente Lula nomeou Jorge Messias, ministro da AGU, mas o Senado recusou a nomeação, o que representa uma decisão inédita. Com a incerteza sobre a retomada do processo, Flávio Bolsonaro, se eleito, poderia indicar até quatro ministros, considerando também a aposentadoria de Gilmar Mendes em 2030.

A nomeação para o TJ-RJ

Marianna Fux é desembargadora no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro há dez anos. Ela tomou posse em 14 de março de 2016, aos 35 anos, em uma vaga destinada à advocacia pelo quinto constitucional, tornando-se a magistrada mais jovem a ser nomeada na ocasião.

O processo de escolha durou um ano e meio e foi marcado por contestações. Em setembro de 2014, sua candidatura foi impugnada sob a acusação de não comprovar os dez anos de exercício da profissão exigidos. O primeiro documento apresentado pelo escritório onde trabalhava foi rejeitado pela Ordem dos Advogados, mas a candidatura foi posteriormente liberada.

Uma reportagem do jornal "Folha de S. Paulo" de 2013 mostrou que, à época, a atuação de Marianna registrada no TJ-RJ se resumia a seis processos, incluindo um sobre extravio de bagagem. Seu currículo continha a graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes e um curso de extensão de quatro meses na Fundação Getulio Vargas.

Em 7 de março de 2016, Marianna foi a mais votada pelos desembargadores para a lista tríplice, com 125 de 180 votos. O então governador Luiz Fernando Pezão a nomeou cerca de duas horas depois.

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