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ELEIÇÕES 2026

TSE desautoriza Globo a exibir "cadeira vazia" de Lula em debate na TV

Liminar também impede candidatos de fazerem perguntas ao petista durante o debate desta quinta-feira (1º/10)

Francisco Artur de Lima - Correio Braziliense

Publicado: 01/10/2026 às 19:29

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sabatina da TV Globo/Globo/Manoella Mello

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sabatina da TV Globo (Globo/Manoella Mello)

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desautorizou a TV Globo a exibir uma “cadeira vazia” com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para informar sua ausência no debate entre os candidatos à Presidência, organizado pela emissora na noite desta quinta-feira (1º/10). Candidato à reeleição, Lula não participará do encontro.

A decisão da magistrada atendeu um pedido feito pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais — de Lula e de seu candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB). A liminar também estabeleceu que a organização do debate não deve permitir que os demais candidatos façam perguntas ao petista.

Como justificativa para acatar a ação da campanha de Lula, a ministra Estela compreendeu que o fato de a participação em debates ser facultativa por lei faz com que a ausência na discussão não possa gerar consequências coercitivas.

Último debate

Previsto para as 21h30 desta quinta, o debate na Globo será o último encontro de candidatos à Presidência antes das eleições, que ocorrerão em todas as cidades brasileiras no domingo (4).

Não é a primeira vez: Lula não participou de nenhum debate com outros candidatos no primeiro turno dessas eleições.

Estão previstas as participações dos candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).

Na terça (29/09), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a inclusão de Romeu Zema (Novo), que não havia sido convidado inicialmente, no debate.

A decisão do presidente do TSE atendeu a um pedido do Novo, que acionou a Justiça Eleitoral para que seja considerada a contagem atual de seus parlamentares — que atinge o número de cinco —, e não o número de eleitos em 2022.

As informações são do Correio Braziliense.

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