Ivan Moraes propõe mudança no combate ao crime: "Zelar pelo direito da vítima"
Em sabatina, candidato também afirmou que atuação supostamente equivocada do Estado estaria contribuindo para aumento da população carcerária
Publicado: 12/09/2026 às 07:23
Ivan Moraes em sabatina na TV Nova Nordeste (Foto: Reprodução)
O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) propôs uma mudança no formato do combate ao crime promovido atualmente pelas instituições de segurança pública de Pernambuco. Em sabatina promovida pela TV Nova Nordeste nesta sexta-feira (11), Ivan afirmou que o Estado vem atuando de forma equivocada, por exemplo, em casos de violência patrimonial.
“O que acontece quando alguém rouba o seu celular? Você dá ele como perdido, se puder, compra outro. O Estado não se preocupa em devolver o celular, ele captura, no máximo, o teu conflito. Ele vai querer prender quem roubou, se muito. Eu proponho uma política, como é feito hoje no Piauí, de a gente identificar para onde foi o celular pra que a gente possa fazer com que o celular volte pra você. Então isso é segurança pública”, afirmou o líder da Frente Pernambuco de Luta.
“O Estado precisa zelar pelo direito da vítima e não apenas capturar o conflito para prender um bocado de gente. As pessoas estão com a sensação de segurança muito ruim, isso não é novidade. Mas a resposta que o Estado tem dado é cotidianamente uma resposta equivocada”, disse.
Ivan também considerou que a resposta supostamente equivocada dos órgãos públicos ao problema estaria provocando o aumento da população carcerária. “Tem muita gente presa no país hoje. Há 30 anos, a população carcerária do país todo era de 50 mil pessoas. Hoje, a população carcerária do país chega perto de um milhão de pessoas. Eu pergunto: você está mais seguro ou mais segura? A impressão que eu tenho é que a resposta é não. Então a gente precisa fazer diferente”, declarou.
Em outro momento da sabatina, o candidato também criticou as possíveis limitações impostas pela militarização das polícias no país, mas argumentou que a discussão do tema está fora da alçada do Executivo estadual.
“A polícia ser militar quer dizer que o policial não pode se organizar em sindicato, não pode fazer greve, não pode se organizar para demandar seus direitos. Ele precisa passar muito tempo aprendendo a marchar e pouco tempo aprendendo procedimentos técnicos que poderiam fazer com que pudesse executar seu trabalho melhor. Mas estou candidato a governador, não a presidente da República nem a deputado federal, então eu entendo que eu vou cuidar do que é nosso”, disse.