Renúncias e indeferimentos tiram mais de mil candidatos das eleições 2026
Democracia Cristão é o partido com maior número de candidaturas retiradas por falta de documento, requisito ou fundamento legal para a participação
Publicado: 09/09/2026 às 18:49
Fachada de prédio do TSE à noite (Reila Silva/TSE)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já indeferiu 474 candidaturas nas eleições de 2026. A resposta negativa significa que faltou algum documento, requisito ou fundamento legal para o direito de participar na eleição.
O partido Democracia Cristã (DC) foi o que mais teve candidaturas indeferidas, chegando a 64 ou 13,5% do total de indeferimentos. Ele é seguido pelo Democrata, com 46 ou 9,7% do total, e o Mobiliza, com 43 ou 9,07%.
Os partidos com o menor número de candidatos indeferidos são o PCdoB, com apenas um, o Cidadania com dois, e o Progressistas com três.
A maior parte dos indeferimentos foi para candidatos que pretendiam disputar o cargo de Deputado Estadual, somando 218. Em seguida, foram indeferidas 187 candidaturas para Deputado Federal.
Dez candidatos a governos estaduais foram indeferidos. Nessa categoria, o PCO foi o partido com o maior número, com as candidaturas de Henrique Áreas, em Minas Gerais, Clébio Genuíno, em Roraima, e Izadora Dias, em São Paulo.
As candidaturas ao Senado Federal que foram indeferidas já chegaram a 12. De novo, o PCO foi o partido com mais candidatos ao cargo impossibilitados de participarem da eleição, totalizando quatro. Logo em seguida, Agir e Mobiliza tiveram duas candidaturas indeferidas por partido.
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Também constam na base de dados do TSE 545 candidatos que renunciaram às suas candidaturas. Os partidos com mais renunciantes foram PSBD, Podemos e MDB com respectivamente 41, 37 e 36 candidatos cada.
A acachapante maioria de desistências foi de ex-candidatos à Deputado Federal, com 264 renúncias, ou Estadual, com 208 renúncias.
Do total, quatro foram renúncias à candidaturas ao Senado, e três à disputa de algum governo estadual. No caso dos governadores, os que renunciaram são Pedro Brito (Novo-CE), José Moita (Democrata-PA) e José Cleber Barros Rabelo (PSTU-PA).
Já no Senado, foram Gustavo Galassi (PSDB-MG), Willem da Silva (DC-PA), André Monteiro (Democrata-RJ) e Paulinho da União (DC-SE).